"O cenário é apocalíptico, verdadeiro "Mad Max" sanitário: ruas desertas, escolas, fábricas, restaurantes, centros comerciais fechados, os próprios pilares da portugalidade, igrejas, estádios, casas de fado, fechados; e as famílias fechadas em casa (persianas corridas, janelas fechadas, portas fechadas, casota do cão fechada) com as câmaras de segurança direccionadas, já não para os bairros periféricos, mas para partículas em suspensão e vizinhos, a suspeita corroendo os valores mais sólidos do matrimónio, filhos, criadas, maçanetas das portas.
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quinta-feira, 23 de julho de 2009
segunda-feira, 20 de julho de 2009
Mitos e realidade nos seis meses de um presidente.
O mundo cresceu desmesuradamente. E a dimensão de uma nova e gravíssima crise facilita a compreensão do renascer da fome de um salvador.Nos EUA puseram-lhe nome: Barack Obama. E na época da informação instantânea, uma campanha de dimensão planetária, desencadeada com o apoio entusiástico dos grandes da União Europeia, co-responsáveis pela crise, difunde um discurso cuja conclusão encontramos na mensagem de Amin Maalouf: uma tragédia espera a humanidade se Obama não a salvar.
A campanha, insidiosa, massacrante, é uma ofensa à inteligência. Mas catapultada por governantes, políticos, banqueiros, militares, escritores, jornalistas, chega aos lugares mais remotos da Terra e impressiona milhões de pessoas em todas as camadas sociais.
Entretanto...
Pela primeira vez desde que chegou à Casa Branca, Barack Obama vê a sua popularidade abaixo dos 60 por cento, segundo uma sondagem hoje publicada.
De acordo com o estudo encomendado pela ABC e Washington Post, 59 por cento dos americanos aprovam a acção do Presidente.
Uma percentagem, dez pontos abaixo do valor da Primavera, quando Obama tocou no máximo.
É a economia...
Quando perguntados sobre a política económica, “só” 52 por cento dos americanos aprovaram a política da Casa Branca.
Quando se fala em medidas para combater o défice do orçamento federal o número desce abaixo da metade para 43 por cento.
E a polémica reforma da saúde, que está a dar os primeiros passos no Congresso, tem a aprovação de 49 por cento.
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quinta-feira, 16 de julho de 2009
Cuba, bloqueio e uma certa esquerda.
Há uma certa “esquerda” que se caracteriza por curiosamente estar sempre a atacar qualquer experiencia de poder da esquerda, progressista, ou que seja minimamente desalinhada com o império americano. Em contrapartida estão sempre prontos a alinhar nas campanhas que esse mesmo império promove, sob a capa da defesa da “liberdade”. Essa “esquerda”, tem em relação ao bloqueio que os EUA exercem sobre Cuba uma posição bem curiosa e cínica, não podendo defender a sua prática, pois de tão criminosa não tem defesa possível (a não ser pela direita mais fundamentalista), avançam com a tese de que o bloqueio não tem sentido e na prática só favorece o regime cubano. Para eles os sucessivos governos americanos, principalmente os últimos, têm à sua frente uma série de idiotas que querendo acabar com o socialismo em Cuba, tomam uma posição totalmente contraproducente, que só serve para manter o regime. Para eles esses dirigentes são no mínimo, uns incompetentes. Ou então a explicação estaria num sinistro complô entre as autoridades cubanas e americanas destinado a manter os comunistas no poder, pois sem esse argumento, a “incapacidade natural” da esquerda para governar, já teria levado ao fim do regime.
Tão cínica e irracional tese, que transforma as vítimas nos responsáveis e culpados das vilanias de que são alvo, e os algozes nuns pobres mentecaptos, só pode ter algum acolhimento em quem não faça o mínimo esforço em tentar entender o que significa e representa na prática o bloqueio total que os americanos exercem sobre o povo daquela ilha.
Neste momento o bloqueio, e as suas consequências estão a provocar fracturas importantes e graves na sociedade cubana, pondo em causa a manutenção do regime. Veja-se os efeitos na questão da moeda: com o fim do “bloco socialista”, Cuba viu-se completamente isolada, sem poder aceder a produtos de que necessitava e sem poder escoar os seus produtos. Para resolver o problema da aquisição de produtos ao estrangeiro o País precisava de dólares, por isso começou a aceitar que circulassem duas moedas, o peso cubano e o dólar, que passou a ter uma moeda equivalente, o peso convertível. A existência destas duas moedas e a dependência do turismo, estão a criar situações de desigualdade que pondo em causa a coesão do povo cubano, põem em causa a revolução; quem tem pesos convertíveis tem acesso a um nível de vida superior ao daqueles que só tem acesso ao peso cubano.
É claro que os americanos têm consciência disso e é por razões como esta que esse criminoso bloqueio se mantém!
E este é só um dos problemas que o bloqueio provoca.
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terça-feira, 14 de julho de 2009
Honduras...Informação controlada III

Honduras: Pinochellet oferece amnistia a Zelaya se este se “entregar à Justiça”
Esta Proposta que é uma autêntico escarro na democracia, é transmitida pelos meios de comunicação nacionais (e provavelmente internacionais) com se de uma coisa normal se tratasse, aliás a notícia do Público continua:
Esta foi a primeira proposta de conciliação avançada pelas autoridades interinas hondurenhas no cenário de crise política no país.
Esta foi a primeira proposta de conciliação avançada pelas autoridades interinas hondurenhas no cenário de crise política no país.
É de realçar a forma mais ou menos suave e complacente, com que este criminoso golpe de estado tem sido tratado pela imprensa ocidental, que contrasta de forma gritante com a maneira que essa mesma imprensa trata outros temas, de longe menos ofensivos do (nosso) conceito de democracia, era ouvir hoje no Telejornal das 20h, José Rodrigues dos Santos a falar do “governo de facto” das Honduras. Qualquer pessoa que não esteja a par do que se passa, pensaria que tudo estaria normal, com um legitimo governo a exigir uma coisa normal… vergonhoso!
Tanto mais, por ser um exemplo que a ser seguido, pode fazer retroceder o mundo um bom par de anos, com todo o desfilar de mortos, perseguidos, prisioneiros e dramas que que vai trazer. Devia ser claramente e firmemente condenada por todos aqueles que se afirmam defensores da Democracia!
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sábado, 11 de julho de 2009
Cuba, que futuro?
Eis-me de regresso depois de 16 dias de férias por terras de Cuba, férias passadas em casas de cubanos, de Havana, Cienfuegos, playa Girón, Trinidad, Santa Clara e Varadero, em transportes cubanos da Via Azul, ou nas comuns “uauas” apinhadas de gente. Foram umas férias que deram para perceber um pouco de como vive aquele povo, porém como numa fotografia fica-se sem perceber qual a direcção em que as coisas se encaminham.A ideia com que fiquei é que as coisas em Cuba estão bastante complicadas, a criação de duas moedas, se permite a captação de divisas, gera igualmente situações de desigualdade na aquisição de produtos, o parque habitacional, principalmente em Havana Central e Havana Velha está completamente degradado e se há coisas que podem ser resultado da falta de materiais, outros é por pura negligência. Por toda a parte percebe-se que a maioria dos cubanos procura aceder aos CUC`s (peso convertível) de todas as formas e feitios, procurando enganar o incauto turista e aldrabando o estado à força toda.
Segundo alguns cubanos com quem falei, até 1991 Cuba vivia no paraíso, com o fim do chamado “bloco socialista” o país mergulhou no inferno, percebe-se que actualmente as coisas estão melhor, mas a dependência do turismo tornou a sociedade cubana muito diferente da apregoada sociedade solidária e internacionalista que Che e Fidel sonharam, pelo menos na relação com os turistas. Entre os cubanos percebe-se que existe solidariedade.
A apregoada falta de liberdade em Cuba é completamente falsa, tivemos oportunidade de assistir e participar em discussões sobre política em plena Praça Central de Havana com inúmeras pessoas que se juntavam sem qualquer receio. Por toda a parte falamos com pessoas que sem qualquer receio nos expunham as suas opiniões sobre a situação do País que sendo na generalidade bastante critica, não se sentia uma vontade clara de mudar de regime.
Para terminar este primeiro post sobre Cuba há que falar de uma das causas que mais contribuem para a situação actual desse país, o criminoso bloqueio americano! Ao ver as dificuldades deste povo, ao perceber que muitas delas são provocadas pelo facto de Cuba não poder negociar livremente nos mercados internacionais a venda dos seus produtos e a compra daqueles que necessita, é que se percebe o quanto criminoso é a atitude dos EUA, provavelmente um dos maiores crimes que esse país praticou e continua a praticar.
O Bloqueio deve acabar sem qualquer tipo de condições e quanto mais depressa melhor. Se Obama não fizer nada e depressa está só a ser mais um criminoso que passou pela Casa Branca!
segunda-feira, 22 de junho de 2009
Cuba, EUA, Democracia, Liberdade e Fascismo
Brevemente vou de férias para Cuba e uma das coisas que já deu para sentir tem a ver com a questão do (criminoso) bloqueio que os Estado Unidos exercem sobre o povo cubano.Sendo uma coisa que já há muito é do meu conhecimento, (ainda há muita gente que desconhece), a verdade é que nunca avaliamos ou imaginamos correctamente a reais consequências desse garrote. Ao ficar a saber que terei que pagar 4,80€ por cada minuto de conversação telefónica, comecei a perceber melhor.
A verdade é que para os cubanos adquirirem um produto que tenha uma qualquer componente americana, seja na sua fabricação ou na sua comercialização, primeiro tem de haver uma empresa que compre esse produto, depois uma outra empresa compra à anterior e só por fim o governo cubano pode comprar o produto a essa terceira empresa. Imaginem o que isso acarreta em termos de custos. Isto tanto para medicamentos, material médico, alimentos, etc. Tudo o que tenha a presença dos states. Imagine-se o que isso pode significar, tendo os EUA uma presença avassaladora no comércio mundial, e sendo os principais negociantes e detentores de patentes.
Note-se que as empresas que negoceiam com cuba, é vítima de represálias por parte das autoridades americanas, ou seja, negociar com Cuba é um risco para essas empresas.
Ou seja, para os cubanos conseguirem comunicar com o exterior têm que utilizar satélites que não tenham componentes americanas, o que lhes restringe as hipóteses de comunicação, dai o valor das chamadas. O mesmo se passa com a net, apesar de bem perto da sua costa passar um cabo internacional, Cuba não pode a ele aceder porque os EUA não permitem.
Já sabia que em Cuba não funcionavam cartões de crédito de bancos ligados aos EUA, pensava eu que era uma retaliação cubana contra os americanos, mas não, estava enganado, são os americanos que não permitem as transacções.
Mas verdadeiramente elucidativo sobre este estranho conceito de liberdade, é o facto de em Cuba não carimbarem os passaportes no aeroporto, mas sim os vistos, isto para permitir que os cidadãos americanos possam visitar a ilha, pois caso tivessem um carimbo cubano no passaporte iriam ter bastantes problemas com as autoridades do seu país. Simplesmente os EUA proíbem os seus cidadãos de irem visitar a ilha.
E ainda há quem diga que os EUA são uma democracia. Mesmo com o Super-Obama as coisas continuam na mesma.
segunda-feira, 15 de junho de 2009
Coisas que preocupam
Dois mil voluntários da direita italiana, pertencentes ao MSI-Direita Nacional, patrulham as ruas da cidade de Milão, este corpo paramilitar propõe-se proteger a “integridade nacional”, sendo o seu objectivo (para já) perseguir os emigrantes em Itália. Estes senhores que esperam a entrada em vigor de uma nova lei de segurança, para poderem andar mais à vontade, vestem-se da forma que a imagem mostra.
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sexta-feira, 15 de maio de 2009
Afinal parece que só mudaram as moscas
A pouco e pouco vai-se percebendo que Obama não é mais que um bluff, um balão de oxigénio para o imperialismo americano completamente desacreditado com a gestão Bush. Na economia, prossegue as politicas já iniciadas por Bush para “resolver” a chamada crise do capitalismo.Nas guerras do império, surgem notícias de que afinal os presos de Guantánamo podem permanecer presos indeterminadamente sem processos, e o fecho da prisão que Obama tinha prometido que seria uma medida imediata, parece que só vai acontecer em 2010 (se for).
Que tipo de liberdade pode existir num país onde se mantém alguém na prisão indefinidamente sem um processo? Já para não falar na forma como foi preso?
Por outro lado Obama já pôs de parte qualquer investigação às práticas de tortura e depois de ter aceite revelar as fotos das sevícias feitas por soldados americanos sobre prisioneiros iraquianos, voltou atrás e já não vai mostrar nada… parece que põem em perigo os soldados americanos nos países submetidos pelo império.
Mas mais grave que isto tudo, é o crime continuado no Afeganistão, para onde Obama quer mandar mais soldados americanos e está a fazer com que os membros da NATO também enviem mais militares, como é o caso de Portugal (para nossa vergonha). Desse país chegam notícias de mais um crime americano sobre populações afegãs, num recente bombardeamento foram mortos 140 civis, dos quais 95 (mais de metade) tinham menos de 18 anos. O ataque é simplesmente o mais mortífero desde o inicio da guerra no Afeganistão.
É simplesmente nojento e criminoso!
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terça-feira, 17 de março de 2009
A esquerda vence em El Salvador
Milhares de Salvadorenhos celebraram o triunfo de Mauricio Fuentes da FMLN (Frente farabundo Marti de Libertação Nacional), nas eleições presidenciais em EL Salvador que decorreram este domingo.Com esta vitória da esquerda, El Salvador torna-se em mais um país da América Latina a aderir a esse movimento que está a mudar a face politica daquele sub-continente.
sexta-feira, 6 de março de 2009
Ensinar aos americanos??
quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009
Estranhas "ditaduras"
Segundo o Observatório dos Média Venezuelanos, os partidários do “Não” ao recente referente na Venezuela, tiveram uma cobertura mediática de 71%, enquanto que os defensores do “Sim” tiveram uma cobertura de 29%.Para muita gente que continua a falar em “ditaduras” na Venezuela, ignorando por completo o que se passa nesse país, estes dados demonstram que se houve vantagem, favorecimento, ou quase ditadura mediática no recente referendo, ela foi para os partidários do “Não”.
Ao observar-se o comportamento das principais cadeias de televisão, o estudo detectou que o “Não” teve um total de 73% de noticias favoráveis enquanto que o “Sim” teve 27% (inclui os canais, VTV; Venevisión; RCTV internacional; Televen e Globovisión )
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quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009
Efeitos da crise
'Cortina de ferro económica' deixa Obama e UE de costas voltadasHugo Coelho, DN,04.02.09
Sindicatos britânicos questionam adopção de leis de Bruxelas
Trabalhadores vão manter greves até verem satisfeitas reivindicações. Continuam a dizer que são prejudicados pela contratação de estrangeiros
Ana Fonseca Pereira, Público, 04.02.2009,
Um dos resultados da actual crise económica, é o de gerar conflitos no interior do sistema capitalista entre os diversos actores, quer seja, e principalmente estes, entre os patrões capitalistas, quer entre os próprios operários.
Trabalhadores vão manter greves até verem satisfeitas reivindicações. Continuam a dizer que são prejudicados pela contratação de estrangeiros
Ana Fonseca Pereira, Público, 04.02.2009,
Um dos resultados da actual crise económica, é o de gerar conflitos no interior do sistema capitalista entre os diversos actores, quer seja, e principalmente estes, entre os patrões capitalistas, quer entre os próprios operários.
Em anteriores crises, tais conflitos agudizaram-se ao ponto de darem origem a duas guerras mundiais, facto que convém recordar. Guerras que se travaram entre países com sistemas capitalistas.
É claro que é um manifesto exagero esta preocupação, mas não deixa de ser uma questão interessante para se reflectir.
quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009
Change, yes we can...`t
"Obama autorizou CIA a continuar com as "rendições" de suspeitosAs ordens para encerrar Guantánamo, acabar com as prisões secretas da CIA e proibir a tortura fizeram manchetes no arranque da presidência de Barack Obama. Mas entre as directivas do novo Presidente dos Estados Unidos, passou mais desapercebida a decisão de manter intacto um programa controverso da Administração Bush: os raptos secretos e transferências de prisioneiros para países que cooperam com os EUA, conhecidos como "rendições".
A CIA manteve a autoridade para levar a cabo estas "rendições", escreveu o diário Los Angeles Times, numa análise mais pormenorizada às ordens executivas de Obama.
Este é um programa que causou embaraços à agência nos últimos anos, à medida que foram sendo conhecidas histórias sobre homens capturados por engano e enviados para países onde foram torturados, como a Síria.
O Parlamento Europeu condenou as "rendições", chamando-lhes um "instrumento ilegal". Mas a Administração Obama, que prometeu combater o terrorismo "com princípios", parece ter determinado que precisa deste programa para o fazer."
Sofia Lorena no Jornal Público, 03.02.2009.
sexta-feira, 30 de janeiro de 2009
Monumento ao sapato
Na cidade de Tikrit, no Iraque, acaba de ser inaugurado um monumento ao sapato . O modelo do sapato é igual aos do jornalista Muntadhir Al Zaidi. A escultura, feita inteiramente em cobre, mostra os sentimentos do povo iraquiano para com Bush e para com todos os invasores, e para que julga que os árabes não têm espirito de humor, talvez esta obra de arte os faça pensar duas vezes
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quinta-feira, 15 de janeiro de 2009
Olha quem aparece na altura própria.
"Bin Laden apela à guerra santa para vingar ofensiva israelita contra Gaza."Já só faltava o papão do fantasma do Bin Ladem, para mostrar os perigos a que os pobres dos israelitas estão sujeitos. Com gente tão perigosa e com um poder de destruição tão diabólico, está justificado o comportamento dos sionistas.
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quarta-feira, 14 de janeiro de 2009
Um terço são crianças!
As tropas israelitas já ultrapassaram o milhar de mortos em Gaza, dos quais um terço são crianças. A par da destruição do que restava de Gaza e da continuação do bloqueio, que não é mais do que a tentativa de fazer render o seu povo através do seu estrangulamento, estas são as “vitórias” de um dos mais sofisticados exércitos do mundo.
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Democracia confessional???
Uma dos argumentos que os adeptos dos sionistas gostam de esgrimir na defesa das acções do estado de Israel, baseia-se no facto de alegadamente este ser um estado democrático. Uma democracia estranha onde mais de um milhão de habitantes foi expulso das suas casas e está proibida de voltar. Pois bem, parece que deram mais um exemplo de democracia.“A Comissão Eleitoral israelita decidiu ontem, por maioria, proibir a participação dos dois partidos árabes, o Balad e a Lista Árabe Unida, nas próximas eleições. A decisão - baseada na proibição de deputados negarem o carácter judaico do Estado, apelarem ao racismo e apoiarem luta armada contra Israel - vai estar agora nas mãos do Supremo Tribunal do país, que terá de se pronunciar até sexta-feira. Os dois partidos têm um total de sete deputados nos 120 lugares do Knesset (parlamento), representando a minoria árabe israelita (cerca de um quinto da população de Israel).”
Ficamos, entre outras coisas, a saber que na democracia israelita que negar o carácter judaico do estado, está excluído…
Afinal parece que é o lobby judaico que ...
Sempre tive para mim que Israel era uma espécie de prolongamento dos Estados Unidos, uma espécie de base para controlar o Médio Oriente e o Mediterrâneo, afinal parece que não, parece que é Israel quem controla os EUA, como se pode ver por esta entrevista de um homem que entre outras coisas, está acusado de corrupção no seu país.Ehud Olmert, primeiro-ministro israelita, afirmou ontem num discurso que foi um telefonema seu para George Bush que forçou a secretária de Estado, Condolezza Rice, a abster-se durante a votação de quinta-feira, no Conselho de Segurança das Nações Unidas, de uma resolução que pedia um cessar-fogo imediato para a Faixa de Gaza, deixando Rice “envergonhada”.
Olmert disse que exigiu falar com Bush apenas dez minutos antes da votação no Conselho de Segurança da resolução à qual Israel se opôs. “Quando vimos que a secretária de Estado, por razões que não percebemos, queria votar a favor da resolução... Procurei entrar em contacto com o Presidente Bush e eles disseram-me que ele estava em Filadélfia a fazer um discurso”, disse Olmert. “Disse-lhes: ‘não me interessa. Tenho de falar com ele agora’.”
O primeiro-ministro israelita caracterizou Bush como um “amigo sem paralelo” de Israel. “Eles tiraram-no do palco, levaram-no para outra sala e eu falei com ele. Disse-lhe: ‘não pode votar a favor desta resolução’. E ele respondeu-me: ‘Escute, eu não sei nada sobre isso, não o vi, não estou familiarizado com a forma como está formulado’.” Olmert contou que disse então a Bush: “‘Eu estou familiarizado com ele. Não pode votar a favor’. “Ele deu a ordem à secretária de Estado e ela não votou a favor – a resolução que ela própria concebeu, formulou, organizou e manobrou para ser aprovada. Ela ficou bastante envergonhada e absteve-se na resolução que ela própria criou.”
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segunda-feira, 12 de janeiro de 2009
Grandes feitos
Enquanto isso, os nabos e perigosíssimos terroristas do Hamas, só conseguiram abater 13 israelitas entre os quais 10 militares...Imagem retirado do Arrastão.
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