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quarta-feira, 3 de junho de 2009

Sinais... de incompetência

Perante os novos dados do desemprego que atingiu o 9,3%, o ministro do trabalho não teve melhor comentário do que afirmar que apesar do valor notava “alguns sinais de melhoria da situação, pois havia menos sinais negativos”.

Ou seja, ele e o seu governo não tem ideia nenhuma sobre como resolver os problemas que afectam o nosso país, são como aquela gente que acredita nos videntes, limitam-se a olhar para “sinais” e a proferir umas baboseiras, do género “ a crise já acabou”, quando ela estava a começar.

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Democracia económica. Será que sabem o que é?

“Os lucros do Banco Comercial Português (BCP) aumentaram para os 106,7 milhões de euros, no primeiro trimestre do ano, superando as estimativas dos analistas.”

E como é habitual… privatizam-se os lucros, porque entretanto os prejuízos já foram nacionalizados, com os generosos apoios do estado, ou mais propriamente, a comissão de gestão dos interesses do capital.

sexta-feira, 6 de março de 2009

Mercado "livre"

«A vortalGOV, a maior plataforma portuguesa de contratos públicos electrónicos, não permite a candidatura a concursos públicos por empresas que operam com tecnologias informáticas que não sejam da Microsoft. A situação configura uma clara restrição à livre concorrência e um "constrangimento artificial ao mercado". »

sábado, 21 de fevereiro de 2009

Acerca da crise II

“A questão essencial para o sistema (capitalista) no actual quadro, é qual o grau de destruição que seria necessário das forças produtivas existentes, para repor a valorização do capital ao nível que permitisse iniciar um novo ciclo longo de acumulação de capital? O risco da guerra cresce como saída do sistema para a crise que atravessa. Esta foi aliás a «solução» encontrada para a Grande Depressão dos anos 30 – o nazi-fascismo e a segunda guerra mundial.

A actual crise põe em evidência os limites históricos do sistema capitalista, o seu cariz predador e opressor, gerador de desigualdades e que deixa milhões de seres humanos longe da satisfação das suas necessidades básicas, apesar dos enormes avanços científicos e técnicos. Onde cada vez mais são postos em causa os direitos humanos, nomeadamente os direitos económicos e sociais. Como os inscritos na Declaração Universal dos Direitos do Homem (…).

E é no contexto da crise, que o sistema na sua resposta tradicional, de destruição de uma massa de forças produtivas, fará pressão para novas reduções de direitos, nomeadamente laborais, em nome da gestão da crise, cujos custos recaíram novamente sobre os mesmos – quem trabalha. A questão não pode ser de romper com os direitos para gerir a crise, mas sim afirmar e reforçar os direitos para vencer a crise e romper com o sistema. A ofensiva de classe vai agudizar-se. As saídas destrutivas do sistema são um risco hoje para toda a Humanidade. Esta é a urgência da nossa época, a superação do capitalismo.”


Pedro Carvalho, Economista in Diario.info

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

A razão da fome no mundo.

“Para alimentar a população que se adivinha existir em 2050, bastaria usar com eficiência o que hoje o planeta já produz” (…) disse, na terça-feira, Achim Steiner, director do Programa das Nações Unidas para o Ambiente.”
Ana Fernandes, Público - 20.02.2009,

Esta constatação é mais um exemplo de que a razão da persistência da fome e da miséria, que “estupidamente” continuam a afligir o mundo, reside neste irracional sistema capitalista, que para sustentar a ganância, o lucro irracional, obriga a que milhões de homens, mulheres e crianças sofram para que uns tantos se deleitem com os seus obscenos luxos.

O capitalismo, na actualidade, é contrário à civilização e ao desenvolvimento humano

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Acerca da crise

“(…) não podemos compreender as causas da actual crise se não tivermos em conta a sua natureza sistémica. Que a crise é inerente ao modo de produção capitalista, germina dos seus limites e contradições. Que a crise é a súmula de uma acumulação de crises. Que a estagnação económica é tendencial ao sistema capitalista, entre interrupções cíclicas no processo de acumulação de capital. Que a concentração e a financeirização do capital são resultado e resposta à estagnação. Que a questão central para a acumulação capitalista é a taxa de lucro e que esta está na génese da crise. Que o desemprego é seu reflexo e variável estratégica na exploração do trabalho.

O actual momento de crise tem semelhanças com a primeira grande crise estrutural do sistema capitalista mundial – a Grande Depressão dos anos 30. (…)O início do século XX fica marcado pela forte concorrência intercapitalista, por uma elevada concentração e centralização do capital, por um excesso crescente de capacidade industrial instalada e as consequentes pressões sobre a taxa de lucro, ou seja, uma crise de rentabilidade. (…)
Estávamos no culminar de uma crise de sobreprodução e sobre-acumulação, a que se juntava uma crise energética relacionada com o motor energético de então – o carvão.

«E como triunfa a burguesia nas crises?», «pela aniquilação forçada de uma massa das forças produtivas», afirmava Marx, no Manifesto Comunista, a fim de restabelecer as condições de valorização do capital e encetar um novo ciclo de acumulação de capital. O que aconteceu com a primeira guerra mundial.”

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Efeitos da crise

'Cortina de ferro económica' deixa Obama e UE de costas voltadas

Alínea proteccionista no plano para salvar EUA da crise é razão da polémica"Compre produtos americanos". É por esta fórmula que é conhecida a alínea, perdida nas 460 páginas do plano para relançar a economia americana, que está a deixar o mundo de costas voltadas com o novo Presidente dos Estados Unidos.A polémica cláusula prevê que os projectos financiados por aquele pacote de mais de 800 mil milhões de dólares (620 mil milhões de euros) terão de ser feitos com aço, ferro e produtos americanos sempre que isso não provoque um aumento do preço final em mais de 25%.Nos corredores do Parlamento Europeu, fala-se numa "cortina de ferro económica" que dividirá a Europa e os EUA da mesma forma que o continente europeu estava dividido no tempo da Guerra Fria, entre o Leste comunista, e o Ocidente, capitalista e liberal.
Hugo Coelho, DN,04.02.09

Sindicatos britânicos questionam adopção de leis de Bruxelas
Trabalhadores vão manter greves até verem satisfeitas reivindicações. Continuam a dizer que são prejudicados pela contratação de estrangeiros
Ana Fonseca Pereira, Público, 04.02.2009,

Um dos resultados da actual crise económica, é o de gerar conflitos no interior do sistema capitalista entre os diversos actores, quer seja, e principalmente estes, entre os patrões capitalistas, quer entre os próprios operários.

Em anteriores crises, tais conflitos agudizaram-se ao ponto de darem origem a duas guerras mundiais, facto que convém recordar. Guerras que se travaram entre países com sistemas capitalistas.

É claro que é um manifesto exagero esta preocupação, mas não deixa de ser uma questão interessante para se reflectir.

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Num só dia anuncia-se o despedimento de 75 000 trabalhadores

Grandes empresas, multinacionais e corporações dos Estados Unidos e Europa revelaram esta segunda-feira, planos para despedir cerca de 75,000 pessoas, para fazer frente à forte desaceleração económica. Companhias conhecidas como General Motors, Pfizer e Caterpillar, anunciaram os maiores cortes de pessoal. Na Europa, pesos pesados como ING e Philips seguiram o mesmo caminho.
Porém esta é apenas una das muitas medidas que as empresas estão a tomar para poupar custos… ou, mais propriamente, aumentar os lucros dos seus patrões e gestores.

domingo, 14 de dezembro de 2008

Constâncio no seu melhor

"Portugal não está em recessão técnica, a Europa está", disse o governador no almoço promovido pela Câmara do Comércio e Indústria Luso-espanhola.

09.12.2008 - 15h14
Por Lusa, PÚBLICO


"No terceiro trimestre tivémos um crescimento negativo. É possível que no quarto trimestre [Portugal] também tenha um crescimento negativo", disse Constâncio aos jornalistas, à saída de um almoço da Câmara do Comércio e Indústria Luso-Espanhola.
"Do ponto de vista técnico significa uma recessão", situação idêntica à que se passa no resto da Europa, acrescentou o governador do Banco de Portugal.


09.12.2008 - 16h36
Por Lusa

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Mas quando é que param de nos supreender?

O Deutsche Bank e a auditora Deloitte foram as entidades seleccionadas pelo Estado para realizarem uma avaliação independente ao Banco Português de Negócios (BPN).

A avaliação feita por pelo menos duas entidades independentes está prevista na lei de nacionalização do BPN e serve de base ao ministro das Finanças para fixar o valor da indemnização a pagar aos accionistas da entidade em causa, se for caso disso.

Acontece que a Deloitte está a trabalhar com a gestão liderada por Miguel Cadilhe no BPN, desde antes da nacionalização. A auditora também tem estado a colaborar com a Sociedade Lusa de Negócios que é, simultaneamente, a accionista do banco a quem o Estado poderá eventualmente ter de pagar indemnizações pela nacionalização.

Sobre o BPP


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«Era fatal que, estando em risco a fortuna de tantas figuras gradas e de tantas respeitáveis instituições, o BPP "tinha" de ser salvo, apesar da sua irrelevância no sistema financeiro e na economia real (…)


Para falar só nos grandes accionistas, quanto é que Rendeiro, Saviotti, Balsemão, Vaz Guedes e Cia. -- que vêem o banco e o seu próprio cabedal salvos da falência -- ficam a dever à diligência de Constâncio para encontrar uma solução e à disponibilidade do Governo para dar o aval do Estado à operação de resgate do BPP por vários bancos comerciais?O mínimo que se pode exigir, a bem da transparência, é a divulgação de todos os pormenores da solução encontrada e, já agora, da identidade dos felizes contemplados com esta antecipada prenda natalícia...»


Vital Moreira, Causa Nossa

Noticias da Islândia

Na Islândia, milhares de manifestantes protestaram em frente do Parlamento, pedindo a demissão do primeiro-ministro Geir Haarde, que consideram como um dos principais responsáveis pela quebra dos três principais bancos do País. De seguida dirigiram-se ao banco Central, na capital Reykjavik, tomando-o de assalto e exigindo a renúncia do presidente desta instituição David Oddson, a quem conjuntamente com o primeiro-ministro, consideram responsáveis pela dramática situação que o País atravessa.

Entretanto os meios de comunicação dos diversos países da Europa, silenciam estes acontecimentos, provavelmente com receio de que o exemplo pegue moda.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Recessão dos Estados Unidos

A economia americana está em recessão desde Dezembro de 2007, segundo análise do NBER (Departamento Nacional de Pesquisa Económica, na sigla em inglês), um dos principais órgãos de pesquisas económicas dos Estados Unidos.

Apesar de ser um instituto privado, a avaliação do NBER é geralmente aceita como um veredicto oficial que determina se o país está ou não em recessão.

Para o comité do NBER, que compila dados ligados a ciclos económicos, a actual recessão já dura mais de 12 meses e é a terceira mais longa que os Estados Unidos já enfrentaram desde a Grande Depressão da década de 1930.

O órgão não obedece o critério adoptado pela maior parte dos economistas de caracterizar como recessão períodos de dois trimestres seguidos de declínio económico.

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Compadres e compadrios.

Cavaco Silva terá recebido quase 100 mil euros de homens ligados ao BPN, só José Oliveira e Costa, o presidente do Banco Português de Negócios agora em prisão preventiva e indiciado por burla, doou a título pessoal 15 mil euros para a campanha presidencial de Cavaco Silva, noticia hoje o jornal "24 Horas".

Para além do BPN, a campanha de Cavaco Silva recebeu também donativos de individualidades ligadas a outras instituições bancárias como o BES, BCP, BANIF e BPP. A lei proíbe donativos de pessoas colectivas.

A mesma lei que quer exigir que uma pessoa que coma uma bifana ou beba uma bica na Festa do Avante, a tenha que pagar com um cheque, ou para pagar uma quota de 2, 3 euros.


Assim se faz uma lei que não evita a promiscuidade entre certos políticos e os interesses económicos, mas que cria sérios problemas a partidos que têm a sua sustentação na militância e no contributo pessoal dos seus membros.


Curioso nesta história é aparecer também entre os apoiantes de Cavaco o BPP (Banco Privado português), que agora parece também encontrar-se à beira da falência.

Não deixa de ser comovente ver e ouvir nas TV`s, o primeiro-ministro, ministros, governante do Banco de Portugal e por ai a fora, mostrarem total apoio e disponibilidade em resolver o problema do BPP e das fortunas lá depositadas… que pena não terem a mesma atenção e preocupação quando se trata de resolver os problemas da grande maioria dos portugueses.

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Pessimismo

Fed revê previsões e reforça pessimismo nos Estados Unidos.

A Reserva Federal Americana (Fed), revelou nesta quarta-feira novas previsões sobre a economia dos Estados Unidos para este ano e os próximos até 2011, ampliando o pessimismo em relação aos efeitos da crise financeira.

“Dada a recente intensificação e ampliação da crise financeira global, os participantes do Comité Federal de Mercado Aberto (órgão do Fed que estabelece a política monetária) entenderam que a perspectiva de crescimento económico e de emprego piorou de forma significativa desde Junho”.

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Tudo gente de bem

O ex-ministro da Administração Interna, Dias Loureiro, enviou uma carta à Assembleia da República, onde pedia para ser ouvido no âmbito das irregularidades detectadas no Banco Português de Negócios (BPN). O pedido deverá ser chumbado pelo PS, que já chumbou também a audição a vários antigos gestores do banco, como por exemplo Miguel Cadilhe, segundo a deputada socialista Teresa Venda, vice-presidente da comissão de Orçamento e Finanças e a quem cabe decidir sobre a audição, o pedido de audição parlamentar não apresenta motivos suficientes para o seu agendamento.

Aliás entre esta gente do PS, PSD e CDS mais vale serem cordiais uns com os outros e não se andarem a chatear uns aos outros senão ainda se descobre muita coisa.

Lembrar que a gestão do BPN, liderada por Oliveira e Costa, fez "um conjunto vasto de operações clandestinas que não estavam registadas em nenhuma entidade do grupo" envolvendo "centenas de milhões de euros". Estas operações levaram a perdas de cerca de 700 milhões de euros e conduziram a uma situação de falência iminente do banco. Dias Loureiro foram um dos rostos mais visíveis do grupo SLN/BPN, durante a gestão de Oliveira e Costa.

Dias Loureiro foi administrador-executivo da Sociedade Lusa de Negócios, detentora do BPN, entre Dezembro de 2001 e Setembro 2002 e administrador não-executivo até 2005.

Este senhor é ainda Conselheiro de Estado, como se pode ver…uma pessoa de bem.

Como salvar o sistema...

Em declarações no final da cimeira de Washington ou do G-20, Bush afirmou que entre as medidas tomadas para salvar o capitalismo está a necessidade de uma actividade “transparente e responsável”.

Ora aqui estão duas coisas que o capitalismo nunca será capaz de cumprir, principalmente a transparência, será que nuca disseram a Bush que “o segredo é a alma do negócio”?