terça-feira, 19 de maio de 2009

Insustentável

Como é que é possível que este senhor, que admite que invocou o nome de Sócrates e Alberto Costa (de certeza que não foi em vão), continue como representante de Portugal no Eurojust (um organismo europeu que parece ter a ver com justiça…).

Como é possível que Sócrates e Alberto Costa saibam que o seu nome foi utilizado numa conversa, e não se indignem? Será porque Lopes da Mota agiu em acordo com esses senhores e foi falar com os procuradores para os pressionar a acabar com o processo FREEPORT?

E se Sócrates tem medo desse processo, será porque Charles Smith tem razão nas afirmações que faz no vídeo que recentemente passou nas TV`s portuguesas?

Não há duvida, que a crise não é só na economia, é geral e na justiça então tá pela hora da morte.

Gente fora de tempo

Segundo o Público de ontem «A celebração eucarística abriu com a leitura de uma carta do Papa Bento XVI a lembrar as razões por que o monumento foi construído: "Pela paz e pela prosperidade em que se encontrava a sua nação, face ao avanço da doutrina comunista no mundo, da predominância da guerra civil na vizinha Espanha, [...] contra o ateísmo".

Ou seja o Papa (e a igreja?) acham que na altura em que o Cristo-Rei foi construído, 1959, Portugal encontrava-se em paz e prosperidade, opondo-se ao “papão” comunista que então grassava no mundo. Este papa é verdadeiramente um anacronismo.

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Democracia à espanhola

Os tribunais espanhóis proibiram a Iniciativa Internacionalista - La Solidariedad entre los Pueblos (II-SP) de se candidatar ao Parlamento Europeu, cuja lista era encabeçada por Alfonso Sastre.

Esta é um dos mais graves atentados aos direitos civis e políticos dos espanhóis e vem na continuação de outras ilegalizações de organizações politicas Bascas. Digamos que a “democracia” espanhola está muito mal, assim como a “democracia” na União Europeia, tendo em conta que sobre este acontecimento, nenhum meio de comunicação oficial, nenhum jornalista do sistema se pronunciou ou achou importante dizer o mais leve desabafo, é sem duvida uma situação perigosa, uma espécie de fascismo que aos poucos se vai implantando perante o silencio geral.

Se na Venezuela acontecesse qualquer coisa parecida com isto, havia de ser bonita a indignação que por esses meios de comunicação floresceria.

Para saber mais acerca da II-SP ver aqui e aqui.

É preciso ensinar os professores

Este governo através do Ministério da Educação continua a tratar os professores de forma desprestigiante, agora resolveu criar o Manual do Aplicador, através do qual o Ministério da Educação (ME) ensina aos professores o que têm de dizer aos alunos no início, no meio e no final das provas. As ordens do ME são claras: "Não procure decorar as instruções ou interpretá-las, mas antes lê-las exactamente como lhe são apresentadas ao longo deste manual".

Com contagem de tempo, seguem-se as frases que os docentes deverão ler: "Em primeiro lugar, chamo a atenção para o facto de não poderem falar com os vossos colegas" ou "Acabou o tempo. Não podem escrever mais nada. Agora vão ter o intervalo".
Outros exemplos extraídos do chamado Manual do Aplicador:


Primeira parte:
"Leia em voz alta: 'Agora vou distribuir as provas. Deixem as provas com as capas para baixo'; 'Podem voltar as provas. Escrevam o vosso nome no espaço destinado ao nome'; 'Querem perguntar alguma coisa?'"

"Desloque-se pela sala, com frequência", "Rubrique o enunciado no local reservado para o efeito".

"Leia em voz alta: 'Ainda têm 15 minutos'; 'Acabou o tempo'. 'Estejam à porta da sala às 11h e 20 minutos em ponto'. 'Podem sair"

Segunda parte:

"Leia em voz alta o seguinte: 'Agora vão iniciar a segunda parte da prova. Podem começar. Bom trabalho!"

"Recolha as provas e os rascunhos". "Mande sair os alunos, lendo em voz alta: 'Podem sair. Obrigado pela vossa colaboração!'"

E dessa forma, os professores são tratados como incompetentes que tem que ter tudo escrito para não prejudicar os alunos, já estou a ver o Governo a fazer um manual para os Juizes conduzirem os julgamentos e por ai a fora.

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Afinal parece que só mudaram as moscas

A pouco e pouco vai-se percebendo que Obama não é mais que um bluff, um balão de oxigénio para o imperialismo americano completamente desacreditado com a gestão Bush. Na economia, prossegue as politicas já iniciadas por Bush para “resolver” a chamada crise do capitalismo.

Nas guerras do império, surgem notícias de que afinal os presos de Guantánamo podem permanecer presos indeterminadamente sem processos, e o fecho da prisão que Obama tinha prometido que seria uma medida imediata, parece que só vai acontecer em 2010 (se for).
Que tipo de liberdade pode existir num país onde se mantém alguém na prisão indefinidamente sem um processo? Já para não falar na forma como foi preso?

Por outro lado Obama já pôs de parte qualquer investigação às práticas de tortura e depois de ter aceite revelar as fotos das sevícias feitas por soldados americanos sobre prisioneiros iraquianos, voltou atrás e já não vai mostrar nada… parece que põem em perigo os soldados americanos nos países submetidos pelo império.

Mas mais grave que isto tudo, é o crime continuado no Afeganistão, para onde Obama quer mandar mais soldados americanos e está a fazer com que os membros da NATO também enviem mais militares, como é o caso de Portugal (para nossa vergonha). Desse país chegam notícias de mais um crime americano sobre populações afegãs, num recente bombardeamento foram mortos 140 civis, dos quais 95 (mais de metade) tinham menos de 18 anos. O ataque é simplesmente o mais mortífero desde o inicio da guerra no Afeganistão.
É simplesmente nojento e criminoso!

quinta-feira, 14 de maio de 2009

O país não aguenta tanta incerteza

Cresce o suspense … Não deverá abandonar o PS, mas ninguém avança com uma previsão sobre o que o histórico socialista vai fazer. Nenhum dos seus apoiantes afirma se irá integrar as listas eleitorais do partido como candidato às legislativas. Ou se pretende ficar fora do Parlamento.

Porém este enigma que está a pôr os portugueses à beira de um ataque de nervos, vai finalmente amanhã ser revelado (será?), pois prevê-se que pelas 16h, no hotel Altis o grande Manuel Alegre revele o que vai fazer, qual o seu próximo passo e finalmente o país poderá dormir em descanso.

Temo que se por algum percalço tal não aconteça, o país não resista a tanta incerteza e entre na mais profunda depressão

Pequenos ditadores

Na escola de Santa Luzia em Tavira, no final do mês de Abril, numa aula de expressão dramática um aluno magoou-se, por azar do professor, o aluno era filho do Presidente da Câmara de Tavira de seu nome Macário Correia, do PSD, que na política é lembrado por ter comparado o beijo a uma mulher que fume ao acto de lamber um cinzeiro.

Desta vez, o sr. Macário não hesitou e mal soube do que sucedeu ao seu filho, mandou suspender o professor, sem ter minimamente investigado o que se tinha passado, sem se ter dado ao trabalho de ouvir alguém, e dessa forma, num acto perfeitamente arbitrário, os restantes alunos ficaram sem poder frequentar as aulas de expressão dramática.
Para a presidente da associação de pais daquela escola: ”Foi comprovada a qualidade do trabalho que o professor tem estado a desenvolver e esperamos que o engenheiro Macário Correia volte atrás”.

Mas parece que para este pequeno ditador, a vontade dos pais e dos professores não passa de “manifestações próprias de períodos pré-eleitorais”, e recusa-se a voltar atrás na sua decisão.
Para o Sindicato dos Professores da Zona Sul, a situação é um "mau prenúncio", não só porque "se trata de um autarca defensor da municipalização das escolas", como também porque, "com a nova legislação, a gestão das escolas podem ficar subordinadas ao poder autárquico".

Delatores e delatores

O socialista António Arnaut comentou hoje o caso das pressões alegadamente exercidas por Lopes da Mota aos dois procuradores que investigam o processo Freeport acusando estes magistrados de “delação”, por terem permitido que chegasse à opinião pública “uma conversa privada”.

O que é engraçado é recordar que aquando do tão badalado caso do professor Charrua na DREN, não há memória que este socialista se tivesse indignado, nem proferido mqualquer comentário, com esse verdadeiro caso de bufaria, que nada tinha a ver com pressões para abafar inquéritos da justiça, mas somente com um desabafo acerca dum suposto engenheiro que nos governa.
Já agora convém lembrar a pergunta: O sr Lopes da Mota agiu por iniciativa própria, ou agiu no cumprimento de um serviço aos seus confrades socialistas? Ou, quem é que terá interesse em abafar o caso para além do sr. Lopes da Mota?
Estas doutas afirmações, de quem "luta" pela justiça e pela verdade em Portugal, foram proferidas na cerimónia em que foi apresentado como o mandatário distrital de Coimbra do candidato do PS ao Parlamento Europeu, Vital Moreira.

A gripe A foi inventada?

Segundo Adrian Gibbs, cientista australiano, em declarações ao canal de televisão Bloomberg, na passada terça, o vírus da gripe A H1N1 resultaria de um erro humano na manipulação de uma vacina. Hipótese que está a ser investigada pela Organização Mundial de saúde (OMS).

A possibilidade de este vírus ou outro qualquer que gere uma situação de pandemia no planeta, ter sido criado em laboratório, não deixa de ser preocupante, mesmo que este caso não se venha a confirmar.

É assustador e não deixaria de ser um bom argumento para um filme de terror. Mais aterrador ainda se se tiver em conta os poucos escrúpulos da gente que geralmente está à frente das empresas e dos métodos pouco “católicos” que utilizam para aumentar os seus lucros.

Dá que pensar.

Ouço e não ouço

Coisa espantosa, ou talvez não. Ouço o noticiário da SIC às 20h que abre com o debate no parlamento e com o incontornável caso FREEPORT. Após a introdução dos jornalistas, ouço o Francisco Louçã do BE pronunciar-se sobre a questão, ouço o Sócrates replicar como pode, ouço o Paulo Rangel do PSD e novamente ouço o Sócrates, de novo ouço o Rangel e seguidamente ouço o inenarrável dirigente do PP, Paulo Portas. A peça continua com os jornalistas a dissertar sobre o que se passou, mas do PCP e dos Verdes nem uma palavra, nem uma imagem, é como se não existissem, como se o PCP não fosse a terceira força politica representada no parlamento, como se não representassem milhares de portugueses.

Este facto poderia não ter importância se fosse uma primeira vez, mas para quem esteja minimamente atento, esta realidade repete-se vezes demais e tem o objectivo claro de silenciar essa força política, num claro atentado à liberdade de expressão e de informação.

Mais grave é que esta situação não se regista só na SIC, mas igualmente na TVI e na RTP.

Por outro lado esta questão demonstra que na verdade quem está fora deste sistema político, podre e corrompido, é o PCP e por isso é tratado como o grande perigo. Se houve alturas em que essa força politica era tratada com certa benevolência, porque julgavam (os donos dos meios de comunicação) que estava a definhar, assim que perceberam que ela afinal não estava assim tão débil, voltaram às mesmas antigas práticas de silenciamento político, mostrando a verdadeira face desta suposta democracia em que vivemos.

quarta-feira, 13 de maio de 2009

A campanha negra

O procurador-geral da República decidiu converter o inquérito sobre as pressões aos magistrados que investigam o caso Freeport em processo disciplinar.

Começa a ficar claro que há quem tenha medo da investigação do “caso Freeport”!
Mas será que este senhor Lopes da Mota agiu por livre iniciativa, tipo quem está aborrecido e sem trabalho lá naquela coisa, de nome curioso, Eurojust e decidiu pôr-se a pressionar os magistrados do Ministério Público?
Ou será que alguns dos seus amigos e conhecidos lhe encomendaram esse serviço? E a ser assim, quem terá sido? haverá muitas duvidas? E porque terá sido?
Parece que a campanha negra começa a ficar mesmo muito negra para uma espécie de engenheiro que anda por ai.

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Dizem que é a crise...

Os "gestores do sistema" continuam a enfiar dinheiro em buracos negros:

Por outro lado, tendo em conta noticias destas, percebe-se a independência das suas opiniões.



terça-feira, 5 de maio de 2009

Diz que é uma espécie de ministro

O ministro da Economia, Manuel Pinho, disse hoje que o deputado e cabeça-de-lista do PSD às eleições europeias, Paulo Rangel, "tem de comer muita papa Maizena para chegar aos calcanhares de Basílio Horta", a propósito da polémica sobre o programa Vasco da Gama.

De realçar o requinte da linguagem desta espécie de Ministro. Um pouco mais de elevação para falar dos adversários políticos, não seria demais, mas parece que seria demais para os energúmenos que constituem este governo.

Contos de uma campanha alegre**

A vida de uma agência de comunicação não é fácil. Às vezes há desafios quase impossíveis, como “vender” um candidato imprestável. Ai é que está a verdadeira criatividade. Não fossem estas pequenas agruras, era só facturar. Confesso que estávamos a desesperar: sempre que a criatura falava era um desastre. Insistia em fazer orações de sapiência, irritava-se com qualquer reparo. Fazia um ar amuado de quem era obrigado a descer à terra e explicar aos incréus as pequenas verdades da vida, longe do entendimento do comum dos mortais. O problema é que os sermões professorais resultavam mal. Para além da fidelidade canina ao governo, o candidato não tinha nada a oferecer. Quando não estava a defender o grande líder, respondia a tudo com “É a Europa”. Há desemprego? “É a Europa”. E o futuro? “É a Europa”. O que se discute nestas eleições? “É a Europa”. A crise em Portugal é da responsabilidade do governo? “É a Europa”. Que horas são? “É a Europa”. Um desastre. Os entrevistadores preocupados bem se esforçavam a dar o triplo do tempo ao candidato nos debates, mas a mensagem não passava. Chegava a parecer que seria melhor o homem estar calado. Estávamos metidos numa alhada. As sondagens não eram animadoras. Estava muito em causa: a derrota do obscuro professor podia colocar em causa a unidade de betão em torno do grande líder. Perdida as primeiras eleições, muitos apoiantes do chefe podiam começar a fazer contas à vida e na primeira curva despachavam o homem providencial. Ora, os nossos mais de cem clientes não estavam nada agradados com essa perspectiva. Já se tinham afeiçoado à criatura. Tinha as suas limitações, mas era um tipo que sabia ser útil ao progresso.Deus quer, o homem sonha e a obra nasce. Foi mais ao menos assim que tudo se resolveu. Estava no meu aquário a dormitar, espreitando para a televisão e para um temeroso grupo de colaboradores a trabalharem, quando o “clic” se deu. Na televisão passava a corrida do Benfica, dois tipos levavam uma cruz com o Luís Filipe Vieira com cornos, um tipo não gostou e partiu a cruz e deu uns pontapés aos engraçadinhos. Aquilo caiu mal na TV. No local, a coisa quase não existiu, foi apenas um palerma que bateu nos homens, sob a indiferença quase total da turba que corria. mas as câmaras tinham feito de uma pequena escaramuça, “a pancadaria na corrida do Benfica”. Olhei para o Tó e perguntei-lhe: “ouve lá, não era por esta data uma manif de comunas?, o dia internacional do colaborador….. não, do trabalhador”. Rapidamente, a ideia ficou gizada: mandar o tipo à manif dos vermelhos e esperar que alguém lhe batesse. O drama é que isso podia não acontecer. Era pouco provável, o candidato tinha passado o último ano a entoar loas ao presidente do conselho e a insultar sindicatos, manifestantes e sindicalistas. Mas havia sempre a possibilidade de ninguém bater no homem. Um dos gestores de projecto ofereceu-se: “se ninguém bate no imbecil, sou eu próprio que lhe dou uma cabeçada, estou farto da falta de preparo daquela espécie de emplastro”. No grande dia tudo resultou bem, levado o candidato ao local do sacrifício, houve agitação, encontrões convenientemente relatados por uma comunicação social ávida de acontecimentos fortes. Nos dias seguintes, sucederam-se as mensagens indignadas. A malta do costume que quando ouvia falar em sindicatos e comunas espumava, voltou a salivar – tão previsíveis como um relógio suíço. Falou-se de coisas importantes: da defesa da liberdade, da luta contra o totalitarismo, do regime da Coreia do Norte. Encheram-se horas de emissão televisiva. O candidato ganhou alguma nobreza, uma lágrima assomava-lhe ao canto do olho, quando lhe lembravam a sua coragem contra as hordas de sindicalista ferozes que queriam fazer mal a nós , europeus.Cá na casa estávamos felizes, embora não exultantes. Como lembrei aos colaboradores: bom, teria sido o candidato ter levado umas pancadas que o impedissem de falar durante uns tempos. Assim, não teria hipótese de estragar a campanha.

**Post delicadamente roubado ao Nuno Ramos de Almeida do blog Cinco Dias

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Coisas que enjoam

Do rio que tudo arrasta se
diz que é violento.
Mas ninguém diz violentas as
margens que o comprimem.

Bertold Brecht

Despedir um trabalhador, não é um acto de violência? Não pagar o salário a um trabalhador ao fim do mês, não é violência? Alterar o Código de Trabalho fazendo com que um trabalhador se veja nas mãos dos patrões no que diz respeito a horários e locais de trabalho, sem a segurança de um contrato, não é um acto de profunda violência? Fechar postos de saúde, ou escolas a populações que vivem no interior, obrigando-os a longas deslocações, não é violência? Fazer com que uma mãe dê à luz numa qualquer estrada, ou em Badajoz, não é violência? Quando se congela o salário a trabalhadores, fazendo-os perder poder de compra ao mesmo tempo que se permite o regabofe aos gestores públicos, não é violência? E quantos mais actos se podiam aqui elencar...

Deste episódio das supostas agressões a Vital Moreira, há uma coisa que me provoca um certo enjoo, é ver algumas almas bem pensantes, profundamente indignadas com esses supostos actos de violência, enquanto que em relação a outros actos bem mais violentos e claros, metem a viola no saco e remetem-se ao silencio…causa enjoo!

O ódio cega

“1. As "brigadas Brejnev" (como as designa um amigo meu) resolveram ontem fazer das suas na manifestação do 1º de Maio da CGTP, escolhendo-me como alvo das suas arruaças.Estimulados com a complacência com que ao longo destes anos foram sendo recebidas -- apesar de sempre ilegais e politicamente intoleráveis -- as suas repetidas acções de flagelação do PS ("esperas" ao Primeiro-Ministro, lançamento de ovos contra a Ministra da Educação, manifestações à frente de sedes do partido), resolveram dar um passo em frente nos seus métodos de "acção directa".A tolerância com a intolerância só encoraja os actos de sectarismo violento.”

Vital Moreira no blog Causa Nostra.


A cegueira política e anti. PCP de Vital Moreira é tal, que chega ao ponto de acusar os estudantes que lançaram ovos contra a Ministra da Educação de fazerem partes de brigadas (Brejnev!!) organizadas pelo Partido Comunista... no minimo é ridiculo.

Por outro lado, quando Vital afirma que “A tolerância com a intolerância só encoraja os actos de sectarismo violento”, o que é que o senhor está a pedir, que a policia carregue contra os estudantes que se manifestem contra a ministra, que a policia carregue contra os trabalhadores que se manifestem contra os energúmenos que fazem parte deste governo? Está-se a ver o conceito de democracia e liberdade deste aldrabão, e percebe-se melhor o que andam a fazer determinados inspectores da Inspecção Geral da Educação.

sábado, 2 de maio de 2009

Vitalino, Vital e vitimização*

Segundo se pode ver pelas imagens transmitidas pela SIC, muitos dos manifestantes que apuparam Vital Moreira, estavam num grupo onde se encontravam muintos individuos com “cartazetes” com a face de pessoas e frases onde pontuava a ideia de “precário”, julgo que faziam parte de organizações, tipo FERVE, PRECÁIOS INFLEXIVEIS, ou MYDAY, tudo estruturas onde o BE tem mais influencia do que o PCP. No entanto muita gente que estava nesse grupo apupou Vital Moreira.

Dizer que foi um acto de militantes comunistas, faz-me pensar que se calhar o que aquele imspector da IGE foi investigar junto dos alunos da escola de Fafe, foi na verdade, saber se quem esteve por trás dos ovos lançados contra a ministra, não seria sinistramente o Partido Comunista Português.

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Reles provocador

Este palhaço provocador, que se dá pelo nome de Vital Moreira e que tem defendido da forma mais acirrada todas as políticas deste governo que mais têm prejudicado os trabalhadores, conseguindo ir mais longe que o próprio Sócrates, apareceu na manifestação do 1º de Maio da CGTP, procurando claramente criar um incidente, conseguiu e agora tenta tirar partido dessa nojenta acção.

O que quer junto dos trabalhadores uma pessoa que defendeu o Código de Trabalho, as alterações aos horários de trabalho, o fim dos contratos, o agravar das condições de reforma, contra os professores e funcionários públicos, defende um estúpido sistema de avaliação. Indo mais longe que o governo, defende há muito o fim da serviços da ADSE para funcionários públicos, e muito mais haveria para dizer...

Uma pessoa com este tipo de posições o que quer quando aparece junto de trabalhadores que são vitimas das politicas que o energúmeno defende? Na verdade foi ele, que mais uma vez, foi lá agredir os trabalhadores.

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Tiques pidescos

Vários meses depois de Maria de Lurdes Rodrigues ser recebida com ovos, um inspector foi ouvir os estudantes da escola local.

A Inspecção-Geral de Educação (IGE, de onde veio o imspector) já assegurou, através de ofício, que nada de ilegal ocorreu na Escola Secundária de Fafe. Mas o presidente da associação de pais, Manuel Gonçalves, em carta enviada ao procurador-geral da República, ao provedor de Justiça e aos grupos parlamentares, denuncia o método usado pelo inspector da IGE que, para apurar o eventual envolvimento de professores numa manifestação contra a ministra, interrogou alguns dos alunos, "incentivando um comportamento denunciante" que, considera, "é absolutamente inconcebível depois do 25 de Abril".

O protesto que deu origem às averiguações da IGE ocorreu em Novembro. Maria de Lurdes Rodrigues dirigia-se a um edifício próximo da Escola Secundária de Fafe, para participar numa sessão de entrega de diplomas do programa Novas Oportunidades, quando cerca de 200 alunos se aproximaram, vaiando a ministra e arremessando ovos contra as viaturas oficiais. A ministra nem chegou a sair do automóvel e a manifestação não durou muito, ao contrário das consequências, que, pelos vistos, se prolongaram no tempo.

segunda-feira, 27 de abril de 2009

A propósito do novel santo

A propósito do novel santo Nun’Álvares Pereira, encontrei este texto de Álvaro Cunhal (escrito na década de 50 do século passado), publicado no blog cinco dias por Tiago Mota saraiva. É interessante para se perceber o tipo de pessoas que a igreja considera santo.

“Quanto a Nun’Álvares, a sua avidez e ganância são atestadas por numerosos incidentes, conflitos e reclamações. Assim, por exemplo, quando D. João I lhe doou os direitos de Almada, Nun’Álvares achou pouco e tomou conta, por sua iniciativa e abuso (sancionado depois com uma demanda) dos esteiros de Arrentela e Corroios. Os seus rendimentos provenientes das doações feitas por D. João I foram avaliados em 16.000 dobras cruzadas. Mais de uma vez, quando resistiam à sua desmedida ganância e à dos seus apaniguados, Nun’Álvares ameaçava… abandonar. Lutar, lutava. Mas mais bem pago que o rei. Assim Nun’Álvares se tornou senhor de Barcelos, Braga e Guimarães, Montalegre e Chaves, Ourém e Porto de Mós, Alter do Chão e Sousel, Borba e Vila Viçosa, Estremoz e Arraiolos, Montemor-o-novo e Portel e ainda Almada, Évora-Monte, Monsaraz, Loulé e muitos e muitos outros reguengos e muitas e muitas outras rendas de muitos e muitos lugares. É de um homem destes que a Igreja Catolica fez um Santo, erguendo-lhe uma igreja em Lisboa aonde os pobres vão orar-lhe e pedir-lhe a sua intervenção junto de Deus…”

Álvaro Cunhal, “As Lutas de Classes em Portugal nos Fins da Idade Média”, ed. Estampa, 1975

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Esta gente cheira a mofo

“A Três alunos da Escola Secundária de Penacova vão cumprir 20 horas de serviço comunitário por terem tentado encerrar a escola a cadeado durante uma manifestação contra o Estatuto do Aluno, em Novembro passado. Os estudantes, agora com 18 anos, foram constituídos arguidos pela eventual prática do crime de coacção e por proposta do Ministério Público (MP), com a concordância dos próprios, vão prestar serviço comunitário de modo a evitar uma possível acusação e condenação.”

De realçar que estes três alunos estavam integrados numa manifestação de alunos dessa escola (ao que consta a maioria) que protestavam contra o estatuto do aluno.

Considero este acto, em vésperas da comemoração de mais um aniversário do 25 de Abril como um verdadeiro atentado à liberdade de expressão e de manifestação, tanto mais grave, quando dirigido a jovens.

Considero que este tipo de manifestações por parte dos jovens, faz parte da sua educação como cidadãos activos. São actos que devem ser defendidos e até incentivados.

Este processo só pode ter sido engendrado por gente com mentalidades bolorentas bafientas e enquadra-se no espírito de censura e perseguição que este governo tem fomentado.

Patrimónios genéticos

O PS recusou-se hoje na Assembleia da Républica a aprovar um diploma que considerava o enriquecimento ilicito como crime. Dizem eles que não estão dispostos a “suspender a democracia e lapidar principios do estado de direito”.

Para se perceber do que se está a falar, é preciso ver que estamos a falar de alterações na conta bancária na ordem das centenas de milhares de euros, sem qualquer justificação e não de meia duzia de trocos.

Ouço nos meios de ccomunicação vários comentadores e politicos, falarem na “presunção da inocencia” e em outras tretas do género. É engraçado haver quem possa pensar que um pessoa de um momento para outro tem mais cem mil euros (para além do justificado) na conta e não precise de justificar como arranjou esse dinheiro, como se fosse a coisa mais normal do mundo aparecer esse dinheiro no bolso de uma pessoa. Para mim que ganho ao fim de um ano pouco mais de duas dezenas de milhares de euros, acho simplesmente que esta gente está a gozar com o pessoal.

É engraçado ouvir alguns membros do PSD e do CDS dizer que obrigar os “sortudos” a justificar esse dinheiro seria contra o património genético desses partidos, o PS não diz mas de certeza que há muitos “socialista” que pensam o mesmo.

Percebe-se que o património destes partidos é o poder roubar-se à grande sem ter que dar conta a ninguém, para eles o problema e o perigoso crime são os pequenos roubos… dessa coisa a que chamam povo!

segunda-feira, 20 de abril de 2009

A propósito de liberdade de imprensa

Curiosamente o Engenheiro Sócrates em resultado de noticias publicadas sobre o "caso Freeport" já processou os seguintes jornalistas:

- Manuela Moura Guedes, jornalista e pivot da TVI .

- José Eduardo Moniz, director-geral da TVI.

- Ana Leal, jornalista da TVI- Carlos Enes, jornalista da TVI.

- Júlio Barulho, operador de câmara da TVI.

- Cristina Ferreira, jornalista do “Público”.

- Paulo Ferreira, jornalista do “Público”.

- José Manuel Fernandes, jornalista do “Público”.

- João Miguel Tavares, colunista do DN.

O curioso está no facto de em relação a Charles Smith que chama de “corrupto” , numa reunião com um administrador do Freeport, o Engenheiro nada fazer... Curioso!

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Programas politicos


Este facto, noticiado hoje na primeira página do jornal Público, do beneficio pelo Fisco de milhões aos bancos, que apesar da crise continuam com lucros astronómicos, é todo um programa politico. Por mais discursos contra o suposto desregulamento do sistema capitalista, os partidos que tem estado no poder nos últimos anos em Portugal, PS, PSD e CDS, são não mais que servidores dos interesses dos capitalistas contra a maioria da população.

É isso que noticias como esta comprovam, é na prática o seu programa político despido de demagogia.

quinta-feira, 26 de março de 2009

Israel usou rapaz palestiniano de onze anos como escudo humano

Soldados israelitas usaram um rapaz palestiniano de onze anos como escudo humano durante a guerra com o Hamas na Faixa de Gaza, num clara violação da lei internacional, disseram peritos da ONU.

Os soldados israelitas ordenaram ao rapaz que fosse à frente das tropas, que estavam a ser atacadas, num bairro da Cidade de Gaza, e entrar ainda em edifícios antes deles, numa altura de operações militares “intensas”. O rapaz também recebeu ordens para abrir sacos de outros palestinianos, antes de ser deixado à entrada de um hospital, segundo a enviada da ONU para a protecção dos direitos das crianças, Radhika Coomaraswamy. Trata-se, acrescentou a responsável, de uma clara violação da lei israelita e internacional.

Antes ainda tinha sido uma organização israelita, os Médicos pelos Direitos Humanos, a denunciar a violação da ética médica – e da lei internacional – pelos militares israelitas em Gaza por atingirem pessoal médico e por impedirem assistência aos feridos nos combates.
A organização fala no bloqueio de civis em zonas de combates, civis que ficaram, por vezes feridos, sem comida e água “por períodos consideráveis”.

terça-feira, 17 de março de 2009

A esquerda vence em El Salvador

Milhares de Salvadorenhos celebraram o triunfo de Mauricio Fuentes da FMLN (Frente farabundo Marti de Libertação Nacional), nas eleições presidenciais em EL Salvador que decorreram este domingo.
Com esta vitória da esquerda, El Salvador torna-se em mais um país da América Latina a aderir a esse movimento que está a mudar a face politica daquele sub-continente.

segunda-feira, 16 de março de 2009

segunda-feira, 9 de março de 2009

SE EU SOUBESSE...

SE EU SOUBESSE QUEM TU ÉS
QUANTAS VEZES CHORASTE
NO ESCURO
OU NOS BRAÇOS DE UM AMIGO
QUE FLORES PLANTASTE.
COMO CRESCEM AS IDEIAS
DENTRO DE TI.
O QUE FAZ O TEU CORPO COM O SOL DO VERÃO
QUE ÁGUA TE TIRA A SEDE
QUE RIOS CORREM NAS TUAS VEIAS

SE EU TE SENTISSE
TODO NUM ABRAÇO
DE CORPO ABANDONADO
E AS NOSSAS ALMAS SOUBESSEM
ADORMECER JUNTAS
E ADIVINHAR QUANDO A OUTRA ACORDA.
VERIAS OS MEUS DESEJOS
ESCRITOS NO ROSTO.

E AS PALAVRAS NÃO DITAS
NÃO ME FERIAM
COMO CORDAS APERTADAS.
AS PALAVRAS DITAS
NÃO TERIAM O PESO
QUE CARREGO SEM DESCANSO.

SE EU SOUBESSE AMAR SEM MEDO
EXISTIR SEM SOBRESSALTOS
RESPIRAR A LEVEZA DA MADRUGADA LÍMPIDA
SE NÃO CHORASSE A ANGUSTIA
DO MEU SER EFÉMERO

SE TE PUDESSE AMAR SEM MAIS QUE A TUA EXISTÊNCIA
AINDA ASSIM EU MORRERIA DE AMOR
PORQUE ESSA QUE SE ENTREGA SEM DESTINO
JÁ NÃO SERIA EU

Helena

COERENTE ?

Coerência.
De onde vem?
Se a vida é movimento,
que nos arrasta na corrente,
feroz ou lenta, incoerente!
Se a vida é inconstante,
ora brisa que incendeia o meu rosto,
ora vento que mata o teu fogo.

E eu, agora, hoje, actualmente
já não sou o que fui
nem sou o que serei.
Contradições, olhar inconstante,
aparência reflectida nos outros,
sombra castradora do que fui,
ânsia promissora do amanhã.

Assim, actriz de mim mesma,
fogo que dorme cansado,
ou vulcão que se incendeia
á espera da paz, redentora.
Sou agora luz criadora
e logo sombra, e agonia,
doce gemido do teu corpo
que me dá sentido e harmonia.

Sou aparência e realidade.
Sou mentira
e sou a verdade!


Meladi

sexta-feira, 6 de março de 2009

Catarina Furtado no Maria Matos "TRANSACÇÕES" estreia dia 12 março

O visitante


Ensinar aos americanos??

"Brown diz à América que o mundo quer trabalhar em conjunto para resolver a crise."

Ou seja, Brown foi pedir aos americanos que não entrem na via do proteccionismo... palavras vãs, pois parece que os paises capitalistas estão todos a entrar nessa onda.

O mercado "livre" já foi... ou nunca existiu.

Mercado "livre"

«A vortalGOV, a maior plataforma portuguesa de contratos públicos electrónicos, não permite a candidatura a concursos públicos por empresas que operam com tecnologias informáticas que não sejam da Microsoft. A situação configura uma clara restrição à livre concorrência e um "constrangimento artificial ao mercado". »

sábado, 21 de fevereiro de 2009

Acerca da crise II

“A questão essencial para o sistema (capitalista) no actual quadro, é qual o grau de destruição que seria necessário das forças produtivas existentes, para repor a valorização do capital ao nível que permitisse iniciar um novo ciclo longo de acumulação de capital? O risco da guerra cresce como saída do sistema para a crise que atravessa. Esta foi aliás a «solução» encontrada para a Grande Depressão dos anos 30 – o nazi-fascismo e a segunda guerra mundial.

A actual crise põe em evidência os limites históricos do sistema capitalista, o seu cariz predador e opressor, gerador de desigualdades e que deixa milhões de seres humanos longe da satisfação das suas necessidades básicas, apesar dos enormes avanços científicos e técnicos. Onde cada vez mais são postos em causa os direitos humanos, nomeadamente os direitos económicos e sociais. Como os inscritos na Declaração Universal dos Direitos do Homem (…).

E é no contexto da crise, que o sistema na sua resposta tradicional, de destruição de uma massa de forças produtivas, fará pressão para novas reduções de direitos, nomeadamente laborais, em nome da gestão da crise, cujos custos recaíram novamente sobre os mesmos – quem trabalha. A questão não pode ser de romper com os direitos para gerir a crise, mas sim afirmar e reforçar os direitos para vencer a crise e romper com o sistema. A ofensiva de classe vai agudizar-se. As saídas destrutivas do sistema são um risco hoje para toda a Humanidade. Esta é a urgência da nossa época, a superação do capitalismo.”


Pedro Carvalho, Economista in Diario.info

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Tiques...

“A sátira ao computador Magalhães, que tinha sido ontem censurada por conter “conteúdo pornográfico”, afinal vai estar presente do “Monumento” do Carnaval de Torres Vedras.”
Público - 20.02.2009

Esta noticia que parece não ter grande importância e até de certa forma se enquadrar no espírito burlesco da época, revela algo mais perigoso que com este governo do PS/Sócrates se tem agravado, que são as sucessivas tentativas de censura e de intimidação dos diversos sectores da sociedade, sejam eles opositores politicos, professores, funcionários públicos, trabalhadores, sindicalistas, estudantes, bloguers…

Começa a ser perigoso este tique autoritário que a sociedade portuguesa ganhou com este “Engenheiro”, ligado a tantos casos mal explicados.

A razão da fome no mundo.

“Para alimentar a população que se adivinha existir em 2050, bastaria usar com eficiência o que hoje o planeta já produz” (…) disse, na terça-feira, Achim Steiner, director do Programa das Nações Unidas para o Ambiente.”
Ana Fernandes, Público - 20.02.2009,

Esta constatação é mais um exemplo de que a razão da persistência da fome e da miséria, que “estupidamente” continuam a afligir o mundo, reside neste irracional sistema capitalista, que para sustentar a ganância, o lucro irracional, obriga a que milhões de homens, mulheres e crianças sofram para que uns tantos se deleitem com os seus obscenos luxos.

O capitalismo, na actualidade, é contrário à civilização e ao desenvolvimento humano

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Normais...

“A homossexualidade não é normal”
D. José Saraiva Martins

Não, o que é normal é um tipo andar vestido de saias e rendinhas, tipo quem anda a roubar os cortinados lá de casa para se cobrir.

Estranhas "ditaduras"

Segundo o Observatório dos Média Venezuelanos, os partidários do “Não” ao recente referente na Venezuela, tiveram uma cobertura mediática de 71%, enquanto que os defensores do “Sim” tiveram uma cobertura de 29%.

Para muita gente que continua a falar em “ditaduras” na Venezuela, ignorando por completo o que se passa nesse país, estes dados demonstram que se houve vantagem, favorecimento, ou quase ditadura mediática no recente referendo, ela foi para os partidários do “Não”.
Ao observar-se o comportamento das principais cadeias de televisão, o estudo detectou que o “Não” teve um total de 73% de noticias favoráveis enquanto que o “Sim” teve 27% (inclui os canais, VTV; Venevisión; RCTV internacional; Televen e Globovisión )

Acerca da crise

“(…) não podemos compreender as causas da actual crise se não tivermos em conta a sua natureza sistémica. Que a crise é inerente ao modo de produção capitalista, germina dos seus limites e contradições. Que a crise é a súmula de uma acumulação de crises. Que a estagnação económica é tendencial ao sistema capitalista, entre interrupções cíclicas no processo de acumulação de capital. Que a concentração e a financeirização do capital são resultado e resposta à estagnação. Que a questão central para a acumulação capitalista é a taxa de lucro e que esta está na génese da crise. Que o desemprego é seu reflexo e variável estratégica na exploração do trabalho.

O actual momento de crise tem semelhanças com a primeira grande crise estrutural do sistema capitalista mundial – a Grande Depressão dos anos 30. (…)O início do século XX fica marcado pela forte concorrência intercapitalista, por uma elevada concentração e centralização do capital, por um excesso crescente de capacidade industrial instalada e as consequentes pressões sobre a taxa de lucro, ou seja, uma crise de rentabilidade. (…)
Estávamos no culminar de uma crise de sobreprodução e sobre-acumulação, a que se juntava uma crise energética relacionada com o motor energético de então – o carvão.

«E como triunfa a burguesia nas crises?», «pela aniquilação forçada de uma massa das forças produtivas», afirmava Marx, no Manifesto Comunista, a fim de restabelecer as condições de valorização do capital e encetar um novo ciclo de acumulação de capital. O que aconteceu com a primeira guerra mundial.”

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Um outro olhar...

Imagem curiosa do recente acidente em Nova York, onde se demonstra que mesmo nos desastres há acidentados de primeira e de segunda.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Façamos então de conta*

Faz de conta que o tempo da esperança não acabou.
Faz de conta que o sonho de Abril não voou.
Faz de conta que "luvas" são adorno dengoso nas tuas mãos perfeitas, que eu quero despir e acariciar.
Faz de conta que a mentira não se cola á nossa cristalina pele,
e só existe na estória "sócretina" do pinóquio.
Faz de conta que a baleia da verdade vai engolir o "pinóquio" e a água ficará clara, límpida, transparente...
para sempre!

Faz de conta que o "freeport" é um Porto Livre, onde há crianças em barcos de brancas velas.
Faz de conta que Freitas do Amaral é uma enguia mole, pegajosa, asquerosa… e arrependida da sua desonestidade.
Faz de conta que os "tios" e os "primos" são virtudes que a terra semeia e são os nossos "capitães da areia".
Faz de conta que a mentira não é uma pega velha e ressequida e idolatrada, transvestida de jovem e pura como a verdade.
Faz de conta que os capitães de Abril voltaram,
porque ouviram o nosso medo sussurrado,
e são agora a nosso Porto, a nossa meta, o nosso luminoso horizonte anunciado.

Faz de conta que ainda é cedo,
e que todos sabemos o segredo:
"amanhã vamos festejar a vitória da VERDADE"

"Um pouco mais de Azul" e rasgaremos a noite e ...

sem fazer de conta:
Vamos votar Abril!!


*Titulo que abusivamente coloquei a um poema que a Imelda colocou como comentário ao post anterior "Está bem...façamos então de conta"

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Está bem... façamos de conta*

"Façamos de conta que nada aconteceu no Freeport.
Que não houve invulgaridades no processo de licenciamento e que despachos ministeriais a três dias do fim de um governo são coisa normal.
Que não houve tios e primos a falar para sobrinhas e sobrinhos e a referir montantes de milhões (contos, libras, euros?).
Façamos de conta que a Universidade que licenciou José Sócrates não está fechada no meio de um caso de polícia com arguidos e tudo.
Façamos de conta que José Sócrates sabe mesmo falar Inglês.
Façamos de conta que é de aceitar a tese do professor Freitas do Amaral de que, pelo que sabe, no Freeport está tudo bem e é em termos quid juris irrepreensível.
Façamos de conta que aceitamos o mestrado em Gestão com que na mesma entrevista Freitas do Amaral distinguiu o primeiro-ministro e façamos de conta que não é absurdo colocá-lo numa das "melhores posições no Mundo" para enfrentar a crise devido aos prodígios académicos que Freitas do Amaral lhe reconheceu.
Façamos de conta que, como o afirma o professor Correia de Campos, tudo isto não passa de uma invenção dos média.
Façamos de conta que o "Magalhães" é a sério e que nunca houve alunos/figurantes contratados para encenar acções de propaganda do Governo sobre a educação.
Façamos de conta que a OCDE se pronunciou sobre a educação em Portugal considerando-a do melhor que há no Mundo.
Façamos de conta que Jorge Coelho nunca disse que "quem se mete com o PS leva". Façamos de conta que Augusto Santos Silva nunca disse que do que gostava mesmo era de "malhar na Direita" (acho que Klaus Barbie disse o mesmo da Esquerda).
Façamos de conta que o director do Sol não declarou que teve pressões e ameaças de represálias económicas se publicasse reportagens sobre o Freeport.
Façamos de conta que o ministro da Presidência Pedro Silva Pereira não me telefonou a tentar saber por "onde é que eu ia começar" a entrevista que lhe fiz sobre o Freeport e não me voltou a telefonar pouco antes da entrevista a dizer que queria ser tratado por ministro e sem confianças de natureza pessoal.(...)"




quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Efeitos da crise

'Cortina de ferro económica' deixa Obama e UE de costas voltadas

Alínea proteccionista no plano para salvar EUA da crise é razão da polémica"Compre produtos americanos". É por esta fórmula que é conhecida a alínea, perdida nas 460 páginas do plano para relançar a economia americana, que está a deixar o mundo de costas voltadas com o novo Presidente dos Estados Unidos.A polémica cláusula prevê que os projectos financiados por aquele pacote de mais de 800 mil milhões de dólares (620 mil milhões de euros) terão de ser feitos com aço, ferro e produtos americanos sempre que isso não provoque um aumento do preço final em mais de 25%.Nos corredores do Parlamento Europeu, fala-se numa "cortina de ferro económica" que dividirá a Europa e os EUA da mesma forma que o continente europeu estava dividido no tempo da Guerra Fria, entre o Leste comunista, e o Ocidente, capitalista e liberal.
Hugo Coelho, DN,04.02.09

Sindicatos britânicos questionam adopção de leis de Bruxelas
Trabalhadores vão manter greves até verem satisfeitas reivindicações. Continuam a dizer que são prejudicados pela contratação de estrangeiros
Ana Fonseca Pereira, Público, 04.02.2009,

Um dos resultados da actual crise económica, é o de gerar conflitos no interior do sistema capitalista entre os diversos actores, quer seja, e principalmente estes, entre os patrões capitalistas, quer entre os próprios operários.

Em anteriores crises, tais conflitos agudizaram-se ao ponto de darem origem a duas guerras mundiais, facto que convém recordar. Guerras que se travaram entre países com sistemas capitalistas.

É claro que é um manifesto exagero esta preocupação, mas não deixa de ser uma questão interessante para se reflectir.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Change, yes we can...`t

"Obama autorizou CIA a continuar com as "rendições" de suspeitos

As ordens para encerrar Guantánamo, acabar com as prisões secretas da CIA e proibir a tortura fizeram manchetes no arranque da presidência de Barack Obama. Mas entre as directivas do novo Presidente dos Estados Unidos, passou mais desapercebida a decisão de manter intacto um programa controverso da Administração Bush: os raptos secretos e transferências de prisioneiros para países que cooperam com os EUA, conhecidos como "rendições".

A CIA manteve a autoridade para levar a cabo estas "rendições", escreveu o diário Los Angeles Times, numa análise mais pormenorizada às ordens executivas de Obama.
Este é um programa que causou embaraços à agência nos últimos anos, à medida que foram sendo conhecidas histórias sobre homens capturados por engano e enviados para países onde foram torturados, como a Síria.
O Parlamento Europeu condenou as "rendições", chamando-lhes um "instrumento ilegal". Mas a Administração Obama, que prometeu combater o terrorismo "com princípios", parece ter determinado que precisa deste programa para o fazer."
Sofia Lorena no Jornal Público, 03.02.2009.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Estranhos nervosismos

«Sócrates jura que os "poderes ocultos" não o "vencerão". A escolha do verbo é também desta vez significativa. Quem o ouvisse não perceberia de certeza que se trata de uma investigação judicial ou que se vive num regime em que o judicial cumpre e faz cumprir a lei. Sócrates não vê o caso como apuramento da verdade (inevitavelmente relativa). Mas como uma espécie de duelo entre o Bem e o Mal ( um "teste de resistência") entre ele e os "poderes ocultos". Num duelo, ou se ganha ou se perde e ele,"um homem determinado", vai ganhar. Outro primeiro-ministro esperaria pelas conclusões do inquérito e nagaria tranquilamente as calúnias. Quando muito, ameaçava processar os caluniadores. Sócrates prefere o melodrama e a intimidação: quem daqui em diante duvidar dele é um instrumento, "negro" e miserável dos "poderes ocultos".»



Não deixa de ser estranho todo este nervosismo de José Sócrates e de todos os membros do PS que lhe são próximos.