quinta-feira, 26 de março de 2009

Israel usou rapaz palestiniano de onze anos como escudo humano

Soldados israelitas usaram um rapaz palestiniano de onze anos como escudo humano durante a guerra com o Hamas na Faixa de Gaza, num clara violação da lei internacional, disseram peritos da ONU.

Os soldados israelitas ordenaram ao rapaz que fosse à frente das tropas, que estavam a ser atacadas, num bairro da Cidade de Gaza, e entrar ainda em edifícios antes deles, numa altura de operações militares “intensas”. O rapaz também recebeu ordens para abrir sacos de outros palestinianos, antes de ser deixado à entrada de um hospital, segundo a enviada da ONU para a protecção dos direitos das crianças, Radhika Coomaraswamy. Trata-se, acrescentou a responsável, de uma clara violação da lei israelita e internacional.

Antes ainda tinha sido uma organização israelita, os Médicos pelos Direitos Humanos, a denunciar a violação da ética médica – e da lei internacional – pelos militares israelitas em Gaza por atingirem pessoal médico e por impedirem assistência aos feridos nos combates.
A organização fala no bloqueio de civis em zonas de combates, civis que ficaram, por vezes feridos, sem comida e água “por períodos consideráveis”.

terça-feira, 17 de março de 2009

A esquerda vence em El Salvador

Milhares de Salvadorenhos celebraram o triunfo de Mauricio Fuentes da FMLN (Frente farabundo Marti de Libertação Nacional), nas eleições presidenciais em EL Salvador que decorreram este domingo.
Com esta vitória da esquerda, El Salvador torna-se em mais um país da América Latina a aderir a esse movimento que está a mudar a face politica daquele sub-continente.

segunda-feira, 16 de março de 2009

segunda-feira, 9 de março de 2009

SE EU SOUBESSE...

SE EU SOUBESSE QUEM TU ÉS
QUANTAS VEZES CHORASTE
NO ESCURO
OU NOS BRAÇOS DE UM AMIGO
QUE FLORES PLANTASTE.
COMO CRESCEM AS IDEIAS
DENTRO DE TI.
O QUE FAZ O TEU CORPO COM O SOL DO VERÃO
QUE ÁGUA TE TIRA A SEDE
QUE RIOS CORREM NAS TUAS VEIAS

SE EU TE SENTISSE
TODO NUM ABRAÇO
DE CORPO ABANDONADO
E AS NOSSAS ALMAS SOUBESSEM
ADORMECER JUNTAS
E ADIVINHAR QUANDO A OUTRA ACORDA.
VERIAS OS MEUS DESEJOS
ESCRITOS NO ROSTO.

E AS PALAVRAS NÃO DITAS
NÃO ME FERIAM
COMO CORDAS APERTADAS.
AS PALAVRAS DITAS
NÃO TERIAM O PESO
QUE CARREGO SEM DESCANSO.

SE EU SOUBESSE AMAR SEM MEDO
EXISTIR SEM SOBRESSALTOS
RESPIRAR A LEVEZA DA MADRUGADA LÍMPIDA
SE NÃO CHORASSE A ANGUSTIA
DO MEU SER EFÉMERO

SE TE PUDESSE AMAR SEM MAIS QUE A TUA EXISTÊNCIA
AINDA ASSIM EU MORRERIA DE AMOR
PORQUE ESSA QUE SE ENTREGA SEM DESTINO
JÁ NÃO SERIA EU

Helena

COERENTE ?

Coerência.
De onde vem?
Se a vida é movimento,
que nos arrasta na corrente,
feroz ou lenta, incoerente!
Se a vida é inconstante,
ora brisa que incendeia o meu rosto,
ora vento que mata o teu fogo.

E eu, agora, hoje, actualmente
já não sou o que fui
nem sou o que serei.
Contradições, olhar inconstante,
aparência reflectida nos outros,
sombra castradora do que fui,
ânsia promissora do amanhã.

Assim, actriz de mim mesma,
fogo que dorme cansado,
ou vulcão que se incendeia
á espera da paz, redentora.
Sou agora luz criadora
e logo sombra, e agonia,
doce gemido do teu corpo
que me dá sentido e harmonia.

Sou aparência e realidade.
Sou mentira
e sou a verdade!


Meladi

sexta-feira, 6 de março de 2009

Catarina Furtado no Maria Matos "TRANSACÇÕES" estreia dia 12 março

O visitante


Ensinar aos americanos??

"Brown diz à América que o mundo quer trabalhar em conjunto para resolver a crise."

Ou seja, Brown foi pedir aos americanos que não entrem na via do proteccionismo... palavras vãs, pois parece que os paises capitalistas estão todos a entrar nessa onda.

O mercado "livre" já foi... ou nunca existiu.

Mercado "livre"

«A vortalGOV, a maior plataforma portuguesa de contratos públicos electrónicos, não permite a candidatura a concursos públicos por empresas que operam com tecnologias informáticas que não sejam da Microsoft. A situação configura uma clara restrição à livre concorrência e um "constrangimento artificial ao mercado". »

sábado, 21 de fevereiro de 2009

Acerca da crise II

“A questão essencial para o sistema (capitalista) no actual quadro, é qual o grau de destruição que seria necessário das forças produtivas existentes, para repor a valorização do capital ao nível que permitisse iniciar um novo ciclo longo de acumulação de capital? O risco da guerra cresce como saída do sistema para a crise que atravessa. Esta foi aliás a «solução» encontrada para a Grande Depressão dos anos 30 – o nazi-fascismo e a segunda guerra mundial.

A actual crise põe em evidência os limites históricos do sistema capitalista, o seu cariz predador e opressor, gerador de desigualdades e que deixa milhões de seres humanos longe da satisfação das suas necessidades básicas, apesar dos enormes avanços científicos e técnicos. Onde cada vez mais são postos em causa os direitos humanos, nomeadamente os direitos económicos e sociais. Como os inscritos na Declaração Universal dos Direitos do Homem (…).

E é no contexto da crise, que o sistema na sua resposta tradicional, de destruição de uma massa de forças produtivas, fará pressão para novas reduções de direitos, nomeadamente laborais, em nome da gestão da crise, cujos custos recaíram novamente sobre os mesmos – quem trabalha. A questão não pode ser de romper com os direitos para gerir a crise, mas sim afirmar e reforçar os direitos para vencer a crise e romper com o sistema. A ofensiva de classe vai agudizar-se. As saídas destrutivas do sistema são um risco hoje para toda a Humanidade. Esta é a urgência da nossa época, a superação do capitalismo.”


Pedro Carvalho, Economista in Diario.info

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Tiques...

“A sátira ao computador Magalhães, que tinha sido ontem censurada por conter “conteúdo pornográfico”, afinal vai estar presente do “Monumento” do Carnaval de Torres Vedras.”
Público - 20.02.2009

Esta noticia que parece não ter grande importância e até de certa forma se enquadrar no espírito burlesco da época, revela algo mais perigoso que com este governo do PS/Sócrates se tem agravado, que são as sucessivas tentativas de censura e de intimidação dos diversos sectores da sociedade, sejam eles opositores politicos, professores, funcionários públicos, trabalhadores, sindicalistas, estudantes, bloguers…

Começa a ser perigoso este tique autoritário que a sociedade portuguesa ganhou com este “Engenheiro”, ligado a tantos casos mal explicados.

A razão da fome no mundo.

“Para alimentar a população que se adivinha existir em 2050, bastaria usar com eficiência o que hoje o planeta já produz” (…) disse, na terça-feira, Achim Steiner, director do Programa das Nações Unidas para o Ambiente.”
Ana Fernandes, Público - 20.02.2009,

Esta constatação é mais um exemplo de que a razão da persistência da fome e da miséria, que “estupidamente” continuam a afligir o mundo, reside neste irracional sistema capitalista, que para sustentar a ganância, o lucro irracional, obriga a que milhões de homens, mulheres e crianças sofram para que uns tantos se deleitem com os seus obscenos luxos.

O capitalismo, na actualidade, é contrário à civilização e ao desenvolvimento humano

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Normais...

“A homossexualidade não é normal”
D. José Saraiva Martins

Não, o que é normal é um tipo andar vestido de saias e rendinhas, tipo quem anda a roubar os cortinados lá de casa para se cobrir.

Estranhas "ditaduras"

Segundo o Observatório dos Média Venezuelanos, os partidários do “Não” ao recente referente na Venezuela, tiveram uma cobertura mediática de 71%, enquanto que os defensores do “Sim” tiveram uma cobertura de 29%.

Para muita gente que continua a falar em “ditaduras” na Venezuela, ignorando por completo o que se passa nesse país, estes dados demonstram que se houve vantagem, favorecimento, ou quase ditadura mediática no recente referendo, ela foi para os partidários do “Não”.
Ao observar-se o comportamento das principais cadeias de televisão, o estudo detectou que o “Não” teve um total de 73% de noticias favoráveis enquanto que o “Sim” teve 27% (inclui os canais, VTV; Venevisión; RCTV internacional; Televen e Globovisión )

Acerca da crise

“(…) não podemos compreender as causas da actual crise se não tivermos em conta a sua natureza sistémica. Que a crise é inerente ao modo de produção capitalista, germina dos seus limites e contradições. Que a crise é a súmula de uma acumulação de crises. Que a estagnação económica é tendencial ao sistema capitalista, entre interrupções cíclicas no processo de acumulação de capital. Que a concentração e a financeirização do capital são resultado e resposta à estagnação. Que a questão central para a acumulação capitalista é a taxa de lucro e que esta está na génese da crise. Que o desemprego é seu reflexo e variável estratégica na exploração do trabalho.

O actual momento de crise tem semelhanças com a primeira grande crise estrutural do sistema capitalista mundial – a Grande Depressão dos anos 30. (…)O início do século XX fica marcado pela forte concorrência intercapitalista, por uma elevada concentração e centralização do capital, por um excesso crescente de capacidade industrial instalada e as consequentes pressões sobre a taxa de lucro, ou seja, uma crise de rentabilidade. (…)
Estávamos no culminar de uma crise de sobreprodução e sobre-acumulação, a que se juntava uma crise energética relacionada com o motor energético de então – o carvão.

«E como triunfa a burguesia nas crises?», «pela aniquilação forçada de uma massa das forças produtivas», afirmava Marx, no Manifesto Comunista, a fim de restabelecer as condições de valorização do capital e encetar um novo ciclo de acumulação de capital. O que aconteceu com a primeira guerra mundial.”

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Um outro olhar...

Imagem curiosa do recente acidente em Nova York, onde se demonstra que mesmo nos desastres há acidentados de primeira e de segunda.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Façamos então de conta*

Faz de conta que o tempo da esperança não acabou.
Faz de conta que o sonho de Abril não voou.
Faz de conta que "luvas" são adorno dengoso nas tuas mãos perfeitas, que eu quero despir e acariciar.
Faz de conta que a mentira não se cola á nossa cristalina pele,
e só existe na estória "sócretina" do pinóquio.
Faz de conta que a baleia da verdade vai engolir o "pinóquio" e a água ficará clara, límpida, transparente...
para sempre!

Faz de conta que o "freeport" é um Porto Livre, onde há crianças em barcos de brancas velas.
Faz de conta que Freitas do Amaral é uma enguia mole, pegajosa, asquerosa… e arrependida da sua desonestidade.
Faz de conta que os "tios" e os "primos" são virtudes que a terra semeia e são os nossos "capitães da areia".
Faz de conta que a mentira não é uma pega velha e ressequida e idolatrada, transvestida de jovem e pura como a verdade.
Faz de conta que os capitães de Abril voltaram,
porque ouviram o nosso medo sussurrado,
e são agora a nosso Porto, a nossa meta, o nosso luminoso horizonte anunciado.

Faz de conta que ainda é cedo,
e que todos sabemos o segredo:
"amanhã vamos festejar a vitória da VERDADE"

"Um pouco mais de Azul" e rasgaremos a noite e ...

sem fazer de conta:
Vamos votar Abril!!


*Titulo que abusivamente coloquei a um poema que a Imelda colocou como comentário ao post anterior "Está bem...façamos então de conta"

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Está bem... façamos de conta*

"Façamos de conta que nada aconteceu no Freeport.
Que não houve invulgaridades no processo de licenciamento e que despachos ministeriais a três dias do fim de um governo são coisa normal.
Que não houve tios e primos a falar para sobrinhas e sobrinhos e a referir montantes de milhões (contos, libras, euros?).
Façamos de conta que a Universidade que licenciou José Sócrates não está fechada no meio de um caso de polícia com arguidos e tudo.
Façamos de conta que José Sócrates sabe mesmo falar Inglês.
Façamos de conta que é de aceitar a tese do professor Freitas do Amaral de que, pelo que sabe, no Freeport está tudo bem e é em termos quid juris irrepreensível.
Façamos de conta que aceitamos o mestrado em Gestão com que na mesma entrevista Freitas do Amaral distinguiu o primeiro-ministro e façamos de conta que não é absurdo colocá-lo numa das "melhores posições no Mundo" para enfrentar a crise devido aos prodígios académicos que Freitas do Amaral lhe reconheceu.
Façamos de conta que, como o afirma o professor Correia de Campos, tudo isto não passa de uma invenção dos média.
Façamos de conta que o "Magalhães" é a sério e que nunca houve alunos/figurantes contratados para encenar acções de propaganda do Governo sobre a educação.
Façamos de conta que a OCDE se pronunciou sobre a educação em Portugal considerando-a do melhor que há no Mundo.
Façamos de conta que Jorge Coelho nunca disse que "quem se mete com o PS leva". Façamos de conta que Augusto Santos Silva nunca disse que do que gostava mesmo era de "malhar na Direita" (acho que Klaus Barbie disse o mesmo da Esquerda).
Façamos de conta que o director do Sol não declarou que teve pressões e ameaças de represálias económicas se publicasse reportagens sobre o Freeport.
Façamos de conta que o ministro da Presidência Pedro Silva Pereira não me telefonou a tentar saber por "onde é que eu ia começar" a entrevista que lhe fiz sobre o Freeport e não me voltou a telefonar pouco antes da entrevista a dizer que queria ser tratado por ministro e sem confianças de natureza pessoal.(...)"




quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Efeitos da crise

'Cortina de ferro económica' deixa Obama e UE de costas voltadas

Alínea proteccionista no plano para salvar EUA da crise é razão da polémica"Compre produtos americanos". É por esta fórmula que é conhecida a alínea, perdida nas 460 páginas do plano para relançar a economia americana, que está a deixar o mundo de costas voltadas com o novo Presidente dos Estados Unidos.A polémica cláusula prevê que os projectos financiados por aquele pacote de mais de 800 mil milhões de dólares (620 mil milhões de euros) terão de ser feitos com aço, ferro e produtos americanos sempre que isso não provoque um aumento do preço final em mais de 25%.Nos corredores do Parlamento Europeu, fala-se numa "cortina de ferro económica" que dividirá a Europa e os EUA da mesma forma que o continente europeu estava dividido no tempo da Guerra Fria, entre o Leste comunista, e o Ocidente, capitalista e liberal.
Hugo Coelho, DN,04.02.09

Sindicatos britânicos questionam adopção de leis de Bruxelas
Trabalhadores vão manter greves até verem satisfeitas reivindicações. Continuam a dizer que são prejudicados pela contratação de estrangeiros
Ana Fonseca Pereira, Público, 04.02.2009,

Um dos resultados da actual crise económica, é o de gerar conflitos no interior do sistema capitalista entre os diversos actores, quer seja, e principalmente estes, entre os patrões capitalistas, quer entre os próprios operários.

Em anteriores crises, tais conflitos agudizaram-se ao ponto de darem origem a duas guerras mundiais, facto que convém recordar. Guerras que se travaram entre países com sistemas capitalistas.

É claro que é um manifesto exagero esta preocupação, mas não deixa de ser uma questão interessante para se reflectir.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Change, yes we can...`t

"Obama autorizou CIA a continuar com as "rendições" de suspeitos

As ordens para encerrar Guantánamo, acabar com as prisões secretas da CIA e proibir a tortura fizeram manchetes no arranque da presidência de Barack Obama. Mas entre as directivas do novo Presidente dos Estados Unidos, passou mais desapercebida a decisão de manter intacto um programa controverso da Administração Bush: os raptos secretos e transferências de prisioneiros para países que cooperam com os EUA, conhecidos como "rendições".

A CIA manteve a autoridade para levar a cabo estas "rendições", escreveu o diário Los Angeles Times, numa análise mais pormenorizada às ordens executivas de Obama.
Este é um programa que causou embaraços à agência nos últimos anos, à medida que foram sendo conhecidas histórias sobre homens capturados por engano e enviados para países onde foram torturados, como a Síria.
O Parlamento Europeu condenou as "rendições", chamando-lhes um "instrumento ilegal". Mas a Administração Obama, que prometeu combater o terrorismo "com princípios", parece ter determinado que precisa deste programa para o fazer."
Sofia Lorena no Jornal Público, 03.02.2009.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Estranhos nervosismos

«Sócrates jura que os "poderes ocultos" não o "vencerão". A escolha do verbo é também desta vez significativa. Quem o ouvisse não perceberia de certeza que se trata de uma investigação judicial ou que se vive num regime em que o judicial cumpre e faz cumprir a lei. Sócrates não vê o caso como apuramento da verdade (inevitavelmente relativa). Mas como uma espécie de duelo entre o Bem e o Mal ( um "teste de resistência") entre ele e os "poderes ocultos". Num duelo, ou se ganha ou se perde e ele,"um homem determinado", vai ganhar. Outro primeiro-ministro esperaria pelas conclusões do inquérito e nagaria tranquilamente as calúnias. Quando muito, ameaçava processar os caluniadores. Sócrates prefere o melodrama e a intimidação: quem daqui em diante duvidar dele é um instrumento, "negro" e miserável dos "poderes ocultos".»



Não deixa de ser estranho todo este nervosismo de José Sócrates e de todos os membros do PS que lhe são próximos.

sábado, 31 de janeiro de 2009

Privatizar lucros, nacionalizar prejuizos...

Para evitar encerramentos
Governo britânico vai nacionalizar as escolas privadas mais afectadas pela crise

Poderes ocultos...

Dois técnicos do Instituto de Conservação da Natureza (ICN) que deram pareceres que chumbariam liminarmente o projecto do Freeport para Alcochete foram afastados do processo pela direcção daquele organismo em Setembro de 2001, noticiam a SIC e o semanário “Expresso” de hoje, em resultado de uma investigação conjunta.

O mesmo aconteceu com técnicos da Reserva Natural do Estuário do Tejo (RNET), a quem o ICN deixou de pedir colaboração, conta o mesmo jornal.

Sobre a realidade Venezuelana.

Há dez anos, cerca de 4,8 milhões de venezuelanos viviam em situação de pobreza e a saúde e a educação eram um privilégio.

Desde que o presidente Hugo Chavez assumiu o governo, a área social passou a ser prioritária na sua gestão, que contou com o incremento dos preços do petróleo para o financiamento dos projectos sociais.

Até mesmo os críticos da política económica do governo, cuja estrutura continua dependente fundamentalmente da exploração petrolífera, concordam que as condições de vida dos venezuelanos melhoraram sob a administração de Chavez.

“Os sectores sociais antes marginalizados e excluídos, realmente saíram da pobreza crítica, estão melhor, ninguém pode negar isso. Os que não comiam nem o suficiente, agora estão comendo”, afirmou Domingo Maza Zavala, ex-director do Banco Central da Venezuela (BCV).

De acordo com o Instituto Nacional de Estatísticas, em 1999, 20,1% dos venezuelanos viviam na extrema pobreza. Em 2007, o índice havia caído para 9,5%.

O número de pobres total no início do governo era de 50,5 % - mais de 11 milhões de venezuelanos. Esse número caiu para 31,5%.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Ai!... A Liberdade nesta Europa...

No próximo dia 19 de Fevereiro, comparecerá perante um tribunal de Paris Lounis Ibadioune, acusado em 2007 pela polícia por «venda de mercadorias num lugar público sem autorização».
Acontece que, tal como o faz há vinte anos no mesmo local - o mercado de Goutte-d’or em Paris, este militante comunista cometeu o
«crime» de estar numa acção de venda militante de L' Humanité-Dimanche, não sendo certamente necessário acrescentar que a venda militante desta publicação semanal do PCF há muitas e muitas décadas que faz natural e legitimamente parte da paisagem política e social francesa.
Lounis Ibadioune podia ter pago a multa respectiva e caso encerrado. Mas ele recusou- se a fazer isso, afirmando que
«é necessário batermo-nos pela liberdade de expressão política, particularmente hoje». Nem mais !.


Monumento ao sapato

Na cidade de Tikrit, no Iraque, acaba de ser inaugurado um monumento ao sapato . O modelo do sapato é igual aos do jornalista Muntadhir Al Zaidi. A escultura, feita inteiramente em cobre, mostra os sentimentos do povo iraquiano para com Bush e para com todos os invasores, e para que julga que os árabes não têm espirito de humor, talvez esta obra de arte os faça pensar duas vezes

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

À custa de tanto mentir...

Afinal não há nenhum relatório da OCDE, mas um estudo encomendado pelo governo a uma equipa internacional que alega seguir as metodologias da OCDE. Já tínhamos as salsichas tipo Frankfurt, e o queijo tipo serra, agora temos os relatórios tipo OCDE.À força de tanto insistir na propaganda, este governo começa a perder a noção do ridículo e o contacto com a realidade.

Autoridades inglesas consideram Sócrates suspeito...

Autoridades inglesas consideram Sócrates suspeito e querem ver contas bancárias do primeiro-ministro

As autoridades inglesas consideram o primeiro-ministro José Sócrates suspeito no caso Freeport, de acordo com a próxima edição da revista "Visão" que sairá para as bancas amanhã. Por seu lado, a revista "Sábado" afirma na edição que também será publicada amanhã que "os investigadores ingleses querem ver as contas bancárias do primeiro-ministro".

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Num só dia anuncia-se o despedimento de 75 000 trabalhadores

Grandes empresas, multinacionais e corporações dos Estados Unidos e Europa revelaram esta segunda-feira, planos para despedir cerca de 75,000 pessoas, para fazer frente à forte desaceleração económica. Companhias conhecidas como General Motors, Pfizer e Caterpillar, anunciaram os maiores cortes de pessoal. Na Europa, pesos pesados como ING e Philips seguiram o mesmo caminho.
Porém esta é apenas una das muitas medidas que as empresas estão a tomar para poupar custos… ou, mais propriamente, aumentar os lucros dos seus patrões e gestores.

domingo, 25 de janeiro de 2009

Boas familias

Júlio Monteiro, (o tio) pôs Charles Smith em contacto com Sócrates.

Na investigação das autoridades inglesas sobre o ‘caso Freeport’, o senhor aparece ligado a uma empresa consultora do outlet, a Smith & Pedro, como intermediário para obter o licenciamento para o projecto...

Completamente falso. Eu conheci o Charles Smith através da sua mulher, que era administradora de um condomínio na Quinta do Lago onde comprei um apartamento em 1992. Esse senhor, mais tarde, estava ligado ao Freeport – e um dia queixou-se-me de que um gabinete de advogados estava a pedir-lhe quatro milhões de contos para obter o licenciamento.

E teve alguma intervenção nisso?

Eu disse-lhe: ‘Eh pá, não acredito que isso seja possível. Vou falar com o meu sobrinho’.

E falou?

Falei e ele disse: ‘Tio, isso é uma mentira pegada, porque eu é que trato desses assuntos. Mande vir esse fulano falar comigo’.

Foi o que fez?

Disse ao Charles para ligar para o Ministério do Ambiente e dizer que ia da parte do ministro José Sócrates.

E o assunto foi resolvido?

Nunca mais soube de nada… Depois até fiquei chateado, porque usou o meu nome e nem obrigado me disse. Nunca soube mais nada sobre o assunto.

Mas os ingleses dizem…

Peço desculpa de a interromper, mas não me interessa o que os ingleses dizem. Só eu é que sei, porque fui eu quem falou directamente com o meu sobrinho. E ele ficou completamente indignado, porque nessas questões era ele quem mandava. Se falar com o Charles, pergunte-lhe o que ele disse e o que lá foi fazer. Estou altamente arrependido de ter proporcionado isto…

Retirado do Jornal Sol


sábado, 24 de janeiro de 2009

Como montar um esquema de corrupção legal *

Consedere-se 3 personagens: o empresário, o intermediário e o político.

O empresário tem muito a ganhar com a aprovação de um determinado projecto que só o político pode aprovar.

O intermediário tem acesso directo ao político e mantém com ele uma grande relação de confiança (por exemplo, são tio e sobrinho). Para alem disso, o intermediário é conhecido pelos seus serviços de intermediação, que consistem em colocar pessoas em contacto umas com as outras para resolver licenciamentos.

A coisa funciona assim: O empresário vai ter com o intermediário (isto é perfeitamente legal). O intermediário coloca o empresário e o político em contacto (isto é perfeitamente legal). O licenciamento é feito de acordo com a lei (isto é perfeitamente legal). O intermediário recebe uma comissão pelos seus serviços de intermediação (isto é perfeitamente legal). Até pode receber o dinheiro num off shore (isto é perfeitamente legal). Passados 2 meses há eleições. O tio, como bom amigo da família, resolve apoiar a Democracia através do financiamento da campanha eleitoral do sobrinho (isto é perfeitamente legal e compreensível).

Como estão a ver, qualquer jurista conseguirá provar que cada um dos actos desta trama é legal. Não há crime. Podem ir todos em paz.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Socratices

«Famílias têm mais rendimento com novas regras do IRS», título do «Diário Económico».

Este tipo de notícia que durante o dia de hoje passou em quase todos os meios de comunicação, é bem o exemplo da típica aldrabice deste aldrabão mor, que é José Socrates.

Aquilo que o Governo faz é, diminuindo a taxa de retenção na fonte em sede de IRS vai permitir a que muita gente durante o corrente ano (eleitoral, triplamente), vá ter um benefício no seu vencimento mensal. Porém isso significa que para o ano, quando se for a receber o reembolso do IRS, esse valor diminui.
Ou seja, o governo não altera as regras de modo a que as famílias tenham mais rendimento, apenas dá mais no presente ano (triplamente eleitoral), para retirar no próximo ano.

É a esperteza saloia de um engenheiro aldrabão.

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Bushismos

O termo "Bushismo" serve para qualificar os dotes de oratória de George W. Bush, eis aqui alguns do melhores exemplos dessa prática.

Sobre si mesmo

"Eles me mal-subestimaram."
(Bush inventou a palavra 'misunderestimated')Bentonville, Arkansas, 6 de Novembro de 2000

"Não há dúvida de que no minuto em que eu fui eleito, as nuvens de tempestade no horizonte estavam chegando quase directamente sobre nós."
Washington, 11 de Maio de 2001

"Eu quero agradecer ao meu amigo, o senador Bill Frist, por se juntar a nós hoje. Ele se casou com uma menina do Texas, eu quero que vocês saibam. Karyn está connosco. Uma menina do Oeste do Texas, exactamente como eu."
Nashville, Tennessee, 27 de Maio de 2004

Sobre política externa

"Há um século e meio, os Estados Unidos e o Japão formam uma das maiores e mais duradouras alianças dos tempos modernos."
(Bush esquecendo-se da Segunda Guerra Mundial)Tóquio, 18 de Fevereiro de 2002

"A guerra contra o terror envolve Saddam Hussein por causa da natureza de Saddam Hussein, da história de Saddam Hussein, e a sua determinação de aterrorizar a si mesmo."
Grand Rapids, Michigan, 29 de Janeiro de 2003

"Eu acho que a guerra é um lugar perigoso."
Washington, 7 de Maio de 2003

"O embaixador e o general estavam relatando-me sobre a – a grande maioria dos iraquianos querem viver em um mundo pacífico e livre. E nós vamos achar essas pessoas e levá-las à Justiça."
Washington, 27 de Outubro de 2003

"Sociedades livres são sociedades cheias de esperança. E sociedades livres serão aliadas contra os poucos odiosos que não têm consciência, que matam ao gosto de um chapéu."
Washington, 17 de Setembro de 2004

"Você sabe, uma das partes mais difíceis do meu trabalho é conectar o Iraque à guerra ao terrorismo."
Washington, 6 de Setembro de 2006

Sobre educação

"Ler é básico para todo o aprendizado."
Reston, Virginia, 28 de Março de 2000

"Como governador do Texas, eu estabeleci altos padrões para as nossas escolas públicas, e eu cumpri esses padrões."
Entrevista à CNN, 30 de Agosto de 2000

"Você ensina uma criança a ler, e ele ou ela ('he or her' em inglês, em vez do correcto: 'he or she') vai conseguir passar num teste de escrita."
Townsend, Tennessee, 21 de Fevereiro de 2001


Sobre economia

"Eu entendo o crescimento dos negócios pequenos. Eu fui um."
Entrevista ao New York Daily News, 19 de Fevereiro de 2000

"É claramente um orçamento. Tem muitos números nele."
Entrevista à agência de notícias Reuters, 5 de Maio de 2000

"Eu continuo confiante em Linda. Ela será uma óptima secretária de Trabalho. Do que eu li na imprensa, ela é perfeitamente qualificada."
Austin, Texas, 8 de janeiro de 2001

"Primeiro, deixe-me esclarecer bem, pessoas pobres não são necessariamente assassinos. Só porque você não é rico, não significa que você está disposta a matar."
Washington, 19 de Maio de 2003


Sobre saúde

"Eu não acho que nós devamos ser sublimináveis sobre a diferença entre nossos pontos de vista sobre remédios que exigem prescrição."
(Bush inventou a palavra 'subliminable')Orlando, Flórida, 12 de Setembro de 2000

"Doutores demais estão deixando o negócio. Muitos obstetras e ginecologistas não estão podendo praticar o seu amor às mulheres pelo país."
Poplar Bluff, Missouri, 6 de Setembro de 2004


Sobre tecnologia

"Seria um erro para o Senado americano permitir que qualquer tipo de clonagem humana saísse daquela sala."
Washington, 10 de Abril de 2002

"A informação está em movimento. Você sabe, o noticiário da noite é uma forma, é claro, mas também está se movimentando pela blogosfera e através das internets."
Washington, 2 de Maio de 2007


Sobre governar

"Eu tenho uma visão diferente de liderança. Uma liderança é alguém que consegue unir as pessoas."
Bartlett, Tennessee, 18 de Agosto de 2000

"Eu sou o decisor, e eu decido o que é melhor."
Washington, 18 de abril de 2006

"E a verdade é que muitos relatórios de Washington nunca são lidos por ninguém. Para mostrar como este é importante, eu o li e Tony Blair o leu."
Sobre o relatório Baker-Hamilton, em Washington, 7 de Dezembro de 2006

"A única coisa que posso dizer é que quando o governador liga, eu atendo o telefone."
San Diego, Califórnia, 25 de Outubro de 2007

"Eu já terei morrido há anos antes que alguma pessoa esperta descubra o que aconteceu dentro do Salão Oval."
Washington, 12 de Maio de 2008


Sobre outros assuntos

"Eu sei que os seres humanos e os peixes podem coexistir pacificamente."
Saginaw, Michigan, 29 de Setembro de 2000

"Famílias são onde a nossa nação encontra esperança, onde as asas viram sonhos."
LaCrosse, Wisconsin, 18 de Outubro de 2000

"Aqueles que entram no país ilegalmente violam a lei."
Tucson, Arizona, 28 de Novembro de 2005

"Isso é George Washington, o primeiro presidente, é claro. O que é interessante sobre ele é que eu li três – três ou quatro livros sobre ele no último ano. Isso não é interessante?"
Washington, 5 de Maio de 2006

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

É isto um homem de paz, diálogo, concórdia e outras tretas que, na verdade, para ele não devem fazer muito sentido.

"Cardeal-patriarca alerta portuguesas para riscos de casamentos com muçulmanos ."

É claro que o facto de no ano passado 43 mulheres terem sido mortas pelos companheiros portugueses e provavelmente bons católicos, não transforma o casamento com católicos um factor de risco para as católicas senhoras.
As palavras do Cardeal Patriarca são gravíssimas e parecem destinadas a enquadrar Portugal no actual clima de intolerância religiosa e cultural, que se vive a nível internacional.


A direita dita muito liberal, não perdeu a opurtunidade para vir mostrar o seu apoio ao cardeal.

Lamentável e condenável!

Olha quem aparece na altura própria.

"Bin Laden apela à guerra santa para vingar ofensiva israelita contra Gaza."

Já só faltava o papão do fantasma do Bin Ladem, para mostrar os perigos a que os pobres dos israelitas estão sujeitos. Com gente tão perigosa e com um poder de destruição tão diabólico, está justificado o comportamento dos sionistas.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

E agora?

Um terço são crianças!

As tropas israelitas já ultrapassaram o milhar de mortos em Gaza, dos quais um terço são crianças. A par da destruição do que restava de Gaza e da continuação do bloqueio, que não é mais do que a tentativa de fazer render o seu povo através do seu estrangulamento, estas são as “vitórias” de um dos mais sofisticados exércitos do mundo.

Democracia confessional???

Uma dos argumentos que os adeptos dos sionistas gostam de esgrimir na defesa das acções do estado de Israel, baseia-se no facto de alegadamente este ser um estado democrático. Uma democracia estranha onde mais de um milhão de habitantes foi expulso das suas casas e está proibida de voltar. Pois bem, parece que deram mais um exemplo de democracia.

Afinal parece que é o lobby judaico que ...

Sempre tive para mim que Israel era uma espécie de prolongamento dos Estados Unidos, uma espécie de base para controlar o Médio Oriente e o Mediterrâneo, afinal parece que não, parece que é Israel quem controla os EUA, como se pode ver por esta entrevista de um homem que entre outras coisas, está acusado de corrupção no seu país.

Ehud Olmert, primeiro-ministro israelita, afirmou ontem num discurso que foi um telefonema seu para George Bush que forçou a secretária de Estado, Condolezza Rice, a abster-se durante a votação de quinta-feira, no Conselho de Segurança das Nações Unidas, de uma resolução que pedia um cessar-fogo imediato para a Faixa de Gaza, deixando Rice “envergonhada”.

Olmert disse que exigiu falar com Bush apenas dez minutos antes da votação no Conselho de Segurança da resolução à qual Israel se opôs. “Quando vimos que a secretária de Estado, por razões que não percebemos, queria votar a favor da resolução... Procurei entrar em contacto com o Presidente Bush e eles disseram-me que ele estava em Filadélfia a fazer um discurso”, disse Olmert. “Disse-lhes: ‘não me interessa. Tenho de falar com ele agora’.”

O primeiro-ministro israelita caracterizou Bush como um “amigo sem paralelo” de Israel. “Eles tiraram-no do palco, levaram-no para outra sala e eu falei com ele. Disse-lhe: ‘não pode votar a favor desta resolução’. E ele respondeu-me: ‘Escute, eu não sei nada sobre isso, não o vi, não estou familiarizado com a forma como está formulado’.” Olmert contou que disse então a Bush: “‘Eu estou familiarizado com ele. Não pode votar a favor’. “Ele deu a ordem à secretária de Estado e ela não votou a favor – a resolução que ela própria concebeu, formulou, organizou e manobrou para ser aprovada. Ela ficou bastante envergonhada e absteve-se na resolução que ela própria criou.”

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Grandes feitos

Enquanto isso, os nabos e perigosíssimos terroristas do Hamas, só conseguiram abater 13 israelitas entre os quais 10 militares...

Imagem retirado do Arrastão.

Os discurso do chefe

"O Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP) abriu um total de 18 concursos, para 173 vagas, onde era exigida a leitura de uma intervenção do primeiro-ministro, José Sócrates, no âmbito do programa governamental Novas Oportunidades. O DN teve acesso às 18 circulares informativas, emitidas após deliberação do conselho directivo do IEFP de 29 de Dezembro de 2008 e verificadas a 31 desse mesmo mês, onde são descritos os requisitos de candidatura a vários lugares de promoção. Em todos os concursos há uma prova escrita de conhecimentos, para a qual é sugerida documentação relevante, como leis orgânicas, e a leitura de uma intervenção do primeiro-ministro no programa Novas Oportunidades."

Da forma como as coisas estão a evoluir, qualquer dia na escola os miudos vão ter de aprender os grandes discursos do "Grande timoneiro" José Sócrates... O desastre é mais que certo!

É fartar vilanagem!

Armando Vara foi promovido na Caixa Geral de Depósitos (CGD) um mês e meio depois de ter abandonado os quadros do banco público para assumir a vice-presidência do Banco Comercial Portugal (BCP).

Desmascarando as mentiras

Na semana passada o exército israelita bombardeou duas escolas em Gaza administradas pela ONU, numa delas morreram mais de 40 pessoas entre elas várias crianças. Israel veio logo desculpar-se dizendo que das escolas tinham sido lançados foguetes contra o seu território, no entanto os representantes da ONU desmentiram tais afirmações e consideraram o incidente como "assustador" e "totalmente inaceitável".
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Vendo que a sua mentira não pegava, as autoridades israelitas tentam fazer crer agora que se tratou de um “erro”, ou seja, estaríamos perante um dos famosos “danos colaterais”.
“Um inquérito israelita sobre o ataque que atingiu uma escola das Nações Unidas na Faixa de Gaza na semana passada teria concluído que ele foi provocado por um erro de pontaria, de acordo com o jornal israelita Haaretz.”

A verdade é que para Israel todos os palestinos são alvos a abater e esta história não deixa de ser exemplar para mostrar o tipo de mentira usada para justificar os crimes de guerra.

Entretanto, ouço no noticiário da SICnoticias a seguinte afirmação a propósito de mais um bombardeamento israelita matando inocentes: “o bombardeamento foi sobre uma zona bastante povoada, controlada pelo Hamas”. O que me fez impressão foi aquela refencia ao “controlada pelo Hamas”, mas então Gaza (tirando as partes onde está o exército israelita) não está toda controlada pelo Hamas? Porquê aquela referência? Só por uma razão, para justificar a morte de inocentes, para lembrar uma outra mentira bastante propalada pelos defensores dos sionistas, a de que o Hamas se esconde entre a população, o que justificaria a matança de inocentes.

Assim se faz informação ou manipulação.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Crimes de guerra

A legenda desta foto da “Times on line”, é a seguinte: “The pale blue 155mm rounds are clearly marked with the designation M825A1, an American-made white phosphorus munition”

Seria ridículo, se não tivesse como objectivo deturpar a realidade, o facto de muitos jornalistas denominarem os foguetes artesanais que o Hamas lança sobre Israel como “mísseis”. No entanto é raro o meio de comunicação que refere o facto de o Exército de Israel estar a usar bombas com Fósforo contra a população de Gaza, em Portugal tal noticia ainda não mereceu qualquer referência dos principais meios de comunicação, pelo menos que me tenha apercebido.

O uso desse tipo de material contra populações civis é proibido pelas leis internacionais, ou seja mais uma prova, a juntar a tantas outras, dos crimes de guerra que Israel vem praticando na sua sanha contra o povo palestino.

Os mandamentos dos meios de desinformação.

No conflito do Médio Oriente os meios de comunicação tem tido uma atitude mais do que parcial. Eis algumas regras que as redacções dos diferentes meios de comunicação parecem ter determinado.

1 - No Médio Oriente são sempre os árabes quem atacam primeiro e sempre é Israel quem se defende. A essa defesa se chama “represália”.

2 – Nem árabes nem palestinos nem libaneses têm direito a matar civis. A isso se chama “terrorismo”.

3 – Israel tem o directo de matar civis. A isso se chama “legitima defesa”.

4 – Quando Israel mata civis em massa, as potencias ocidentais pedem que o faça com mais cuidado. A isso se chama “reacção da comunidade internacional”.

5 – Nem palestinos, nem libaneses têm direito a capturar soldados israelitas dentro de instalações militares, sentinelas ou em postos de combate. A isso se chama “sequestro de pessoas inocentes”.

6 – Israel tem direito a sequestrar a qualquer hora e em qualquer lugar quantos palestinos e libaneses queiram. O número actual de detidos ronda os 10 mil, dos quais 300 são crianças e mil são mulheres. Não precisam de prova alguma da sua culpa, têm o direito a mantê-los presos indefinidamente, ainda que sejam autoridades democraticamente eleitas pelos palestinianos. A isso se chama “encarceramento de terroristas”. Actualmente Israel tem deputados e ministros palestinos presos.

7 – Quando se menciona a palavra “Hezbollah”, é obrigatório acrescentar a frase “apoiados e financiados pela Síria e pelo Irão”.

8 – Quando se menciona “Israel”, está determinantemente proibido acrescentar: “apoiados e financiados pelos EUA”. Isso poderia dar a impressão de que o conflito é desigual e de que a existência de Israel não corre perigo.

9 – Em informações sobre Israel, há que evitar sempre que apareçam as seguintes afirmações: “Territórios ocupados”, “Resoluções da ONU”, “ Violações dos direitos humanos” e “Convenção de Genebra”.

10 – Os palestinos, ou os libaneses, são sempre “cobardes” que se escondem entre a população civil que “não os quer”. Se dormem em casa com as suas famílias, isso tem um nome:”cobardia”. Israel tem o direito a aniquilar com bombas e mísseis os bairros onde dormem. A isso se chama “acção cirúrgica de alta precisão”.

11 – Os Israelitas falam melhor inglês, francês, castelhano ou português, que os árabes. Por isso merecem ser entrevistados com maior frequência e ter mais oportunidades que os árabes para explicar ao grande público as presentes regras de redacção. A isso se chama “neutralidade jornalística”.

12 – Os israelitas têm o direito de estrangular a população palestina nomeadamente de Gaza a comunicar com o exterior, impedindo nomeadamente a entrada e saída de alimentos, combustíveis, ou medicamentos. A isso se chama “protecção do seu território” e nada têm a ver com crimes contra a humanidade.

13 – Se os palestinianos procuram furar o bloqueio, nomeadamente através da construção de túneis que ligam Gaza ao Egipto, a isso se chama “contrabando de material de guerra”, Israel adquire o seu material de guerra, legalmente, nas grandes feiras internacionais, normalmente material de ponta fornecido (dado) pelos EUA.

14 – Chamar aos foguetes artesanais que o Hamas lança sobre Israel: “mísseis”. Mesmo que a sua capacidade de destruição seja diminuta, durante os últimos sete anos, estes projécteis causaram a morte de 17 israelitas.

15 – Não fazer comentários sobre o tipo de armamento que Israel usa nem sobre a sua capacidade destruidora, muito menos sobre a disparidade de meios de um lado e de outro. Israel há poucos dias, só num bombardeamento, de poucos minutos, que realizou sobre uma escola a cargo da ONU, causou à volta de 40 mortos.

16 – Todas as pessoas que não concordam ou põem em causa estas regras, são e assim devem ser designadas como “antisemitas”, “apoiantes de terroristas” e “gente perigosa”.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Hipocrisia sangrenta

"O Hamas quebrou a trégua e tem de pagar, devendo desde já sujeitar-se ao regresso ao cessar-fogo faça o inimigo o que fizer, sentenciam os diplomatas civilizados. Trégua que verdadeiramente nunca existiu, uma vez que foi desde logo desrespeitada pelo Estado de Israel ao violar um dos seus pressupostos essenciais: o fim do bloqueio humanitário a Gaza. Durante os últimos seis meses o cerco não apenas se manteve como se apertou.

Como movimento terrorista, o Hamas tem que pagar, dirão ainda e sempre os civilizados senhores do poder de distinguir os que são e os que não são terroristas, do mesmo modo que lançam guerras contra possuidores de armas de extermínio que nunca existiram."

Ler texto completo de José Goulão no Le Monde Diplomatique

Grito e choro por Gaza e por Israel

"Há momentos em que a nossa consciência nos impede, perante acontecimentos trágicos, de ficarmos silenciosos porque ao não reagirmos estamos a ser cúmplices dos mesmos por concordância, omissão ou cobardia.

O que está a
acontecer entre Gaza e Israel é um desses momentos. É intolerável, é inaceitável e é execrável a chacina que o governo de Israel e as suas poderosíssimas forças armadas estão a executar em Gaza a pretexto do lançamento de roquetes por parte dos resistentes (“terroristas”) do movimento Hamas."