
Tanto no seu livro Brasil - Uma Segunda Chance, Rumo ao Primeiro Mundo, lançado em 2005, como em entrevistas durante o lançamento da obra, o diplomata disse que o Governo americano, através da CIA, financiou políticos para desestabilizarem o Governo de Goulart, abertamente de esquerda, citando que isso também ocorreu na Itália do pós-guerra, quando os americanos não queriam a influência de políticos dessa área política.
A família exige uma indemnização por danos morais e patrimoniais devido ao facto de ter sido obrigada a morar fora do país. Segundo o advogado, Goulart teve um forte apoio popular durante o seu mandato, entre 1961 e 1964. O que mais incomodava os americanos era a ameaça de aprovação de uma lei que iria restringir a remessa de lucros por parte de multinacionais. A acção da CIA desenvolvia-se através de dois órgãos "de fachada": o Instituto Brasileiro de Acção Democrática (IBADE) e o Instituto de Pesquisas Económicas e Sociais (IPES). O primeiro mantinha sobretudo contactos com políticos, o segundo com militares.
O advogado admite a hipótese de os Estados Unidos não darem qualquer atenção, já que esse país não aceita sequer as decisões do Tribunal Internacional de Haia para os seus cidadãos.
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