quinta-feira, 14 de maio de 2009

Ouço e não ouço

Coisa espantosa, ou talvez não. Ouço o noticiário da SIC às 20h que abre com o debate no parlamento e com o incontornável caso FREEPORT. Após a introdução dos jornalistas, ouço o Francisco Louçã do BE pronunciar-se sobre a questão, ouço o Sócrates replicar como pode, ouço o Paulo Rangel do PSD e novamente ouço o Sócrates, de novo ouço o Rangel e seguidamente ouço o inenarrável dirigente do PP, Paulo Portas. A peça continua com os jornalistas a dissertar sobre o que se passou, mas do PCP e dos Verdes nem uma palavra, nem uma imagem, é como se não existissem, como se o PCP não fosse a terceira força politica representada no parlamento, como se não representassem milhares de portugueses.

Este facto poderia não ter importância se fosse uma primeira vez, mas para quem esteja minimamente atento, esta realidade repete-se vezes demais e tem o objectivo claro de silenciar essa força política, num claro atentado à liberdade de expressão e de informação.

Mais grave é que esta situação não se regista só na SIC, mas igualmente na TVI e na RTP.

Por outro lado esta questão demonstra que na verdade quem está fora deste sistema político, podre e corrompido, é o PCP e por isso é tratado como o grande perigo. Se houve alturas em que essa força politica era tratada com certa benevolência, porque julgavam (os donos dos meios de comunicação) que estava a definhar, assim que perceberam que ela afinal não estava assim tão débil, voltaram às mesmas antigas práticas de silenciamento político, mostrando a verdadeira face desta suposta democracia em que vivemos.

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