sexta-feira, 6 de junho de 2008

"Crises" e Globalização

Vivemos imersos na “crise”, depois de nos anos noventa se ter proclamado a “nova era”, eis que afinal esse novo mundo desaguou num crescendo de dificuldades para quem vive do seu trabalho.
José Sócrates justifica toda a porcaria que faz, com “a crise”, Manuela Ferreira leite justifica a porcaria que fez e que fará (se lá chegar) com o mesmo discurso.
Aliás toda a direita usa este discurso, mas na verdade a dita crise não passa de uma questão de irracionalidade, com o acentuar das desigualdades na distribuição da riqueza que é produzida, em proveito daqueles que dominam o poder politico e económico.

No entanto e apesar dos actuais problemas com a energia, alimentação e finanças, terem em parte a sua origem em acções especulativas, não deixa de ser igualmente verdade que neles se reflecte uma crescente procura por parte dos países emergentes (China, Índia, Brasil…), o que faz com que esses produtos acabem por escassear.
Na verdade a globalização, acaba por aproximar todos, permitindo aos países ricos a exploração de mão de obra barata, mas ao mesmo tempo gera nessas populações novas necessidades e aspirações a uma vida, que percebem existir não num qualquer paraíso distante, mas sim à distancia de uma viagem num velho barco apinhado de gente que só quer uma vida melhor e digna.

A globalização gera necessidades que nos devem fazer questionar a forma como utilizamos os recursos naturais, nesta sociedade de consumo e desperdício e essencialmente, a forma como repartimos a riqueza criada.

A Revolução Industrial, de inicio, acentuou formas de exploração, mas acabou por unir os trabalhadores, permitindo-lhes perceber a força que tinham, levando a que as sociedades ocidentais, durante o século XX tivessem tido um crescimento civilizacional extraordinário e único.
A Globalização, sendo numa primeira fase um retrocesso nas conquistas civilizacionais, pelo desmoronar de estruturas sociais obsoletas, pode significar a breve trecho, um novo salto civilizacional da humanidade, onde novamente a questão da distribuição da riqueza, agora a nível global, seja reequacionada para que seja efectuada de forma justa e humana.

Enfim, um novo mundo mais justo e humano é possível e necessário!

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